segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
A batalha dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 15
- Laura, Miguel... Acordem. – Disse Árion sacudindo os dois.
- Que foi Árion? – Disse Miguel acordando
- Ta na hora. – Respondeu Árion
Miguel viu que Laura não acordava, então resolveu carregá-la ate o quarto. Ele bateu na porta e Paula atendeu.
- Estávamos preocupadas com ela. – Disse ela vendo Miguel colocá-la na cama – Eu a vi levantar, achei que ela estava dando uma de sonâmbula e não a acordei.
Sabrina, Gabriela e Katrina estavam vestindo a roupa de guerra. Pararam quando ouviram Miguel bater a porta. Paula começou a sacudir Laura ate ela acordar.
- Para, Miguel. – Dizia Laura acordando
- Laura, ta na hora da guerra. – Disse Sabrina ainda sacudinda Laura.
Laura deu um pulo da cama e correu para o guarda roupa. Enquanto elas terminavam de se vestir e se pintar para a guerra Laura ainda pensava em uma cena:
Estava ela lutando no meio dos orcks até o líder a desafiá-la. Eram só ele e ela. Ele avançou contra ela levantando o machado. Mas no ultimo segundo Miguel o impediu.
Voltando há realidade, Sabrina, Paula, Gabriela e Katrina estavam fazendo marcas no rosto representando sua cidade. Paula fez um fogo perto do olho direito, Sabrina fez uma gota na diagonal do olho esquerdo, Gabriela fez um sol cobrindo quase toda a bochecha direita e Katrina fez uma estrela de cinco pontas debaixo do olho esquerdo. Laura pegue a tinta preta e fez um “z” debaixo de cada olho. Era a vez das armas. Gabriela pegou um arco e flachas coloridas.
- Boa escolha Gabiela. Cada cor da flecha é uma magia diferente. As verdes, são venenosas. As vermelhas, são as flechas de fogo. As amarelas, causam cegueira se não matar o oponente. As brancas são as flechas normais. – Disse Katrina.
Sabrina pegou um bastão. Na ponta do bastão tinha esculpido uma cabeça de dragão.
- Sabrina, esse bastão mais a magia “EMBER” produz um lança-chamas. – Explicou Katrina.
Paula pegou duas espadas
- Paula, essas são as espadas gêmeas, tem que ser usadas como uma só arma. – Disse Katrina.
Laura revirava as armas das mais variadas. Pensou em pegar um bastão que nem Sabrina. Pensou em pegar arco e flechas como Gabriela. E até mesmo espadas igual a Paula. Mas no meio das armas... Uma chamou mais atenção, a arma era uma bastão com um cristal na ponta. O bastão parecia ter vida própria, já que justamente quando Laura olhou para ele, automaticamente, o bastão brilhou de volta. Laura o pegou e mostrou para suas amigas. Katrina encarou o bastão assustada.
- O Raio da estrela... – Disse ela sussurrando
- O Raio da estrela? – Perguntou Sabrina
- Há muitos anos, houve uma chuva de meteoros nas montanhas de Reittree. Um dos meteoros passou perto demais e a gravidade o puxou. Hoje bem no centro das montanhas há uma enorme cratera. Foi nessa cratera onde caiu o meteorito. – Disse Katrina.
- Mas a chuva de meteoritos acontece a milhares de anos luz da terra. – Disse Gabriela
- Gabriela... O impossível sempre é possível. – Disse Laura
- Isso mesmo. Miguel foi o primeiro há saber. Rapidamente recolheu o meteorito para fazer um escudo, uma espada e um bastão. A espada do céu, o escudo das estrelas e...
- O Raio da estrela. – Disse Laura esticando o bastão
- Hoje a espada está com Keyle, o escudo continua com Miguel. Mas o bastão... A princípio foi dado para min. Mas eu não consegui controlar. Então o bastão foi passando de feiticeira há feiticeira até chegar há uma feiticeira chamam. Ela previu que o bastão iria escolher sou guerreiro e não o guerreiro iria escolher ele. Mas o bastão estava longe daqui... ele estava em Aquária. – Disse Katrina
- Mas a feiticeira ainda vive? – Perguntou Paula
- Ela pode ter visto que Laura iria achar o bastão e ele escolheria ela. Então o trouxe e o escondeu no meio das armas. – Disse Gabriela procurando algum possível vestígio da feiticeira pelo quarto.
- Ela ainda vive, eu soube que ela iria participar da guerra. A Gabriela pode estar certa. Mas Laura tome muito cuidado com ele... ninguém consegui dominar e eu não sei como ele funciona. – Disse Katrina.
Laura esfregava a mão pro cima dele. Procurando algo escrito. Quando chegou ao cristal, rabiscos se iluminaram escrevendo: . Katrina se aproximou e leu as estranhas letras.
- O que diz aí? – Perguntou Laura nervosa e curiosa
- “Eu Farei tudo”. É o que está escrito. Essa é a letra Elfaniana.
- Original do continente dos Elfos? – Disse Laura
- Continente dos Elfos?... Há! Você quer dizer Asha. – Disse Katrina
- Asha?! – Disse Paula
- Asha em Loe é terra. Daí o nome do continente. – Disse Katrina
- Mas o que o bastão quer dizer com “Eu farei tudo”? – Perguntou Laura assustada
- Ele quer dizer que ele fará tudo. Acho que neste caso é só você querer. Elfanianos corre nas veias, além do sangue, magia. A magia entra no nosso corpo pela respiração e pelas orelhas. Por isso temos orelhas pontudas. Quando um Elfaniano sua, ele sua seu sentimentos, cada gota de suor representa algo diferente. Quando ele está nervoso, seu suor tem um cheiro diferente. E por aí vai. É algo que vocês não iam entender. – Explicou Katrina
Laura encarou o bastão, o Raio da estrela sentiu, seu cristal brilhou e soltou uma faísca que se estalou em forma de coração. Laura então sentiu que o Raio da estrela gostou dela e sorriu de volta.
- Katrina, qual é a sua arma? – Perguntou Paula curiosa
- Este livro. – Respondeu Katrina tirando do cinto um pequeno livro marrom gasto – O meu livro de magia.
Kalýria entrou no quarto, já pintada e pronta para a guerra.
- Já estão prontas? – Perguntou ela
Laura deu um passo há frente e fez sinal de sim com a cabeça.
- Perfeito. – Disse Kalýria chamando as meninas.
Ela a seguiram até o jardim onde tinha sido o baile. Kalýria subiu no palco junta com as princesas e os cavaleiros.
- Seres mágicos, estamos prontos?! – Disse ela ao microfone
A multidão gritou simultaneamente: - SIM!
- Aos dragões e aviões!
Os seres mágicos se dirigiram aos milhares de dragões e aviões espalhados pelo palácio. Ferby foi sozinha em Raicog. Enquanto Laura, Filipe, Sabrina, Paula, Gabriela, Kalýria, Katrina, Árion e Miguel subiram numa avião pequeno. Um pouco antes da escada do avião subir. Miguel avisou:
- Espere! O Keyle chegou!
Rapidamente um homen parecido com Miguel, só que uns dez centímetros mais alto, entrou no avião.
- Keyle. – Disse Miguel o puxando para perto de Filipe – Esse é o meu neto Filipe.
- Por esta eu não esperava. – Disse Keyle – Podia dizer que ele é o nosso quarto irmão.
- Quarto? – Perguntou Filipe
- Bem... – Respondeu Keyle - O Árion é irmão de criação mas ele não deixa de ser nosso irmão.
- Keyle se lembra da Katrina? – Disse Miguel
- Claro. Olá Katrina. – Disse Keyle beijando a mão de Laura
- Errou de garota. – Disse Laura apontando para Katrina
Keyle ficou vermelho de vergonha.
- Essa é a Laura, minha neta. – Disse Katrina – E antes que estranhe essas são Paula, Sabrina e Gabriela.
- Olá meninas. – Cumprimentou Keyle beijando as mãos de cada uma.
Keyle se sentou junto com os outro em uma dos bancos da avião. O Avião já tinha levantando vôo desde que Keyle entrou.
Capítulo 16 – Mais preocupada impossível
Laura apertava sua armadura de tão nervosa que estava. Sua imaginação corria solta, coisa que não era novidade, ela se imaginava lutando no meio dos orcs, tendo que enfrentar o líder sozinha. Se imaginava perdendo e morrendo estraçalhada e se imaginava ganhando com muita dor. Ansiosa, ela começou a suar, seu rosto ficou quase todo vermelho. Filipe a abraçou tentando acalma - lá. Sabrina, Paula e Gabriela estavam igualmente nervosas, mas com mais raiva, tanta raiva, que a raiva dominava o medo e lhes davam vontade de lutar. Keyle, Miguel, Árion, Kalýria e Katrina já tinham participado muitas vezes de batalhas tão grandes quanto essas, no caso de Keyle, maior. Era um orc para três seres mágicos. Miguel olhava preocupado para Filipe e Laura. Laura estava tensa, sua maquiagem de batalha ainda estava no rosto, mas seu rosto estava encharcado de lágrimas e suor. Quando pousaram Laura não levantou. Todos saíram do avião menos Laura com medo e Miguel. Ele sentou do lado dela e disse:
- Você vai conseguir.
- Mas e se...
- Não vai lhe acontecer nada. Segundo a Ferby, a batalha já começou. São um orc para três seres mágicos. Estamos em vantagem.
- Eu to com medo Miguel!
- Lembra da minha promessa? Eu te protejo. Não importa o que aconteça.
Laura enxugou o suor misturado com as lágrimas, levantou e saiu do avião.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
A batalha dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 14
Bem tarde todos foram dormir em seus quartos, todos menos Laura que estava nervosa com a guerra de amanhã. Ela ficava se mexendo na cama ate levantar e sair do quarto para tomar um pouco de ar fresco. Ela caminhou pelo salão e pelo jardim onde tinha sido o baile. Ela caminhou pelo palácio todo, até voltar para o salão real onde estava sentado Miguel dormindo em uns dos tronos.
- Miguel? – Ela correu em direção dele
Miguel estava dormindo então ela o sacudiu ate ele acordar.
- Como eu vim parar aqui? – Perguntou ele ainda sonolento
- Você dever ser sonâmbulo. – Disse a Menina – Eu to sem sono, porque nunca participei de uma guerra. E to um pouco nervosa.
- Pode ficar calma. – Disse Miguel a puxando para seu colo – Você vai se sair bem. Você e todos, afinal são só alguns Orcks.
- Só orcks? – disse Laura encostando a cabeça no peito de Miguel – Eu morro de medo deles. Aqueles dentes para fora da boca, aquela pele verde e acima de tudo os olhos vermelhos e as armas. Promete-me uma coisa?
- O que?
- Me proteja de qualquer maneira.
- Eu prometo.
- Obrigada.
Laura fechou os olhos depois da promessa de Miguel, ela se sentia mais calma. Cansada, dormiu ali mesmo. Com uma princesa dormindo no seu colo, ele também voltou a dormir no mesmo lugar. Miguel não queria acordá-la.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
A batalha dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 13
Filipe bateu na porta.
- Pera! Estamos quase prontas. – Disse Laura.
Filipe esperou apoiado na porta. Ele admirou pela janela o lugar onde ia ser a festa. Tinha uma fonte com uma estátua de sereia, a fonte era tão grade que tinha umas sereia e umas nereidas nadando nela. Tinha um pequeno bosque com um brilho que voava entre as árvores, eram as fadinhas. Tinha ainda umas ninfas ainda pondo os enfeites do baile. Tinha uma orquestra de Elfos afinando seus instrumentos. Tinha uma boa parte de seres mágicos já na festa, conversando, como se esperassem chegar alguém. Enquanto Filipe admirava pela janela aquela cena se lembrava da cidade onde vivia, uma cidade de simples humanos. Humanos que não podiam fazer magia. Humanos que em vez de fazerem parte da natureza como todos da festa, a destruíam. Filipe pensava nisso, até que Sabrina abriu a porta e ele caiu na chão do quarto.
- Desculpe Filipe! – Se desculpou Sabrina enquanto o ajudava Filipe a se levantar.
- Ei! Filipe! Saca só! – Disse Laura mostrando Katrina ao lado dela.
- Duas Lauras? Uma já era demais! – Disse ele
- Não, eu sou a Katrina.- Disse Katrina.
- Já estam prontas meninas? – Perguntou Árion entrando no quarto.
- Já. – Disse Paula
Os Elfanianos, a Fadaniana e o Arcániano, desceram o corredor se encontrando com Kalýria. Eles pararam na porta do grade salão. Kalýria e Árion estavam de mãos dadas na frente, logo atrás estavam Katrina e Miguel, Laura e Filipe e separadas Sabrina, Paula e Gabriela. Eles entraram para o baile.
- Governadora Kalýria e príncipe do ar Árion. – Anunciava o Cupido das Cinzas - Princesa Katrina e cavaleiro Miguel. Princesa Laura...
- Princesinha. – Corrigiu Laura
- Princesinha Laura e cavaleiro Filipe. – Disse o Cupido das Cinzas - Princesinha Sabrina. Princesinha Paula. Princesinha Gabriela.
Todos os seres mágicos que estavam presentes na festa aplaudiram enquanto eles desciam da escada. O maestro Elfaniano começou a música. Kalýria e Árion deram início á dança. Katrina e Miguel os seguiram.
- Você gostaria de dançar jovem dama? – Disse Filipe convidando Laura para dançar.
- Claro jovem guerreiro. – Disse Laura aceitando o convite.
Laura e Filipe foram o terceiro casal a dançar, pouco há pouco a pista foi se enchendo de seres mágicos misturados. Tinha casais que se variavam. Tinha Fadaniano que dançava com Elfoniano. Tinha Nifaniano que dançava com Elfoniana. E muitos outros casais do mesmo tipo e de tipos diferentes que lotaram a pista de dança. Não demorou muito para que Gabriela, Sabrina e Paula arrumassem um par e se juntava com Laura e Filipe.
- Posso lhe disser que estás muito bonita esta noite? – Disse Filipe.
- Você também esta lindo esta noite. – Disse Laura
- Obrigado. Eu nunca imaginei que você poderia... Ficar mais bonita do que já era.
- Obrigada Filipe. Mas... você já sabe porque estamos nesta festa? E porque os Orcks conquistaram Tubalulalu?
- Tumutu. E não. Quando Miguel ia me contar, o Árion entrou.
- Eu não vou com a cara do Árion. Ele é tão sério.
- Eu também, mas vamos dar uma chance pra ele. Ta bom?
- Ta! Você acha que vão nos contar algum dia?
- Talvez eles nos contem hoje.
- Com licença, posso dançar com ele agora? – Pediu Miguel
Laura trocou de par e dançou com Miguel e Filipe com Katrina.
- Laura, você e Katrina são tão parecidas... você perece até com a Krina. – Disse Miguel
- A irmã gêmea da Katrina que foi assassinada? – Perguntou Laura
- Como você sabe dela?
- Eu li no diário dela, no seu e no da Ferby.
- Hoje em dia todos estão lendo os diários dos outro. Mas o que você e o Filipe estavam falando enquanto dançavam?
- A gente queria saber porque estamos aqui... Tem que ter um motivo. Achamos que é por causa de Tubalulalu.
- Você não quis dizer Tumutu?
- É dever ser. Você sabe porque?
- Sei, mas não vou contar.
- Porque?
- Eu gostaria de trocar Miguel, por favor. – Pediu Árion
Então Miguel trocou de parceira com Árion.
- Oi Árion. – Cumprimentou Laura
- Olá. – Disse Árion
- Porque você é tão sério?
- Me ensinaram a ser assim.
- Se te ensinassem a pular de pontes, você pularia?
- Claro que não.
- Ás vezes devemos quebrar regras.
Árion olhou com um olhar curioso para Laura. Ela parecia estar falando sério, mas ele não tinha certeza. Enquanto os dois dançavam e rodopiavam, Laura achava que ele ficava cada vez mais sério e ele achava aquela princesa cada vez mais atrevida.
- Posso trocar de parceira. – Pediu Filipe que estava dançando com Kalýria
Eles trocaram e Laura voltou a dançar com Filipe.
- descobriu alguma coisa? – Perguntou Laura
- Só que Kalýria é muito guerreira e que Katrina é muito mais perecida com você do que imaginei. – Respondeu Filipe – E você?
- Só que Miguel é super simpático e que o Árion é super sério.
- Então não descobrimos nada.
- É.
De repente a música parou. O cupido das Cinzas subiu no palco e preparou o microfone.
- Caros seres mágicos de todos os tipos. Eu sou o Cupido das Cinzas e acho que a maioria de vocês está se perguntando por quê esta festa e porque todos esses seres mágicos? É por causa de Tumutu. A ilha que ainda vive dos tempo antigos. Acho que poucos sabem que os Orcks declararam guerra contra todos os seres mágicos. E começaram por Tumutu. A caminho de Arcádia, Ferby, Laura, Gabriela, Sabrina, Paula e Filipe passaram por Tumutu e viram que os Orcks já aviam se apoderado de toda a ilha, construindo um acampamento nela. E eles pretendem atacar o continente dos Elfos.
Kalýria subiu no palco e tomou o lugar do Cupido das Cinzas.
- Obrigada Cupido das Cinzas. – Disse ela pelo microfone - Os Arcánianos são conhecidos por serem muito guerreiros. O também somos aliados de todos os povos. Então Aquarianos, Elfanianos, Nifanianos, Fadanianos e todos os outros seres mágicos o que não vamos fazer contra os orcks?!
Todos da festa gritaram aos mesmo tempo:
- LUTAR! LUTAR! LUTAR!
- Muito bem! – Continuou Kalýria - E agora vamos receber uma palavra da princesinha de Tuí. Laura!
Uma luz iluminou Laura no meios dos seres mágicos. Morrendo de vergonha ela sobe no palco e fala pelo microfone.
- Valeu Kalýria. Então... Eu sugiro em atacar o acampamento dos Orcks libertando os Tubalulalianos! E depois atacarmos o continente dos orcks! Ninguém mandou eles se revoltarem contra o resto do Mundo dos Sonhos!!
Laura saiu do palco e o Cupido das Cinzas foi para o microfone.
- Acho que você estão meio confusos, é que ela estava nervosa e sem querer falou Tubalulalianos, mas ela quis dizer Tumutianos. Hoje é festa de boas vinda e amanhã é a grande guerra contra os orcks! Continue maestro.
A música voltou a tocar.
- Tubalulalianos Laura? – Disse Sabrina.
- Algum dia eu aprendo... Talvez.
A festa continuou.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A batalha dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 12
Filipe entrou na quarto, era parecido com os das meninas, mas só tinha duas camas. Cansado, Filipe deitou em umas das camas.
- Que viagem. – Disse ele fechando os olhos.
- Confortável? – Disse uma vos vindo debaixo dele.
Assustado ele se levantou e viu um adulto parecido com ele. Eles trocaram um olhar assustado. Ficou assim por um tempo até que Filipe perguntou quase sussurrando:
- Quem é você?
- Eu sou o Miguel, cavaleiro do Mundo dos Sonhos. – Respondeu o adulto. – E pela sua roupa perece que você também é um cavaleiro.
Filipe não conseguia soltar uma palavra. Miguel se levantou e sacudiu o garoto.
- OI!! Você ta aí? – Disse ele.
- Mi...Miguel? – Gaguejou Filipe.
- Esse é o meu nome. – Disse Miguel abrindo um sorriso – Qual é o seu?
- Fillipe. – Respondeu Filipe.
Miguel coçou a nuca e sentou na cama.
- Diga-me Filipe... Porque você se parece tanto comigo? Seu cabelo é do mesmo tom que o meu, o nariz é igual, olhos também, podia dizer até que você é o meu filho. – Disse Miguel soltando uma leve risada.
- É porque sou seu neto. – Respondeu Filipe.
Miguel o encarou, mas depois o abraçou.
- Não sabia que tinha um neto. – Disse ele.
Filipe se soltou do abraço e foi pro guarda roupa. Miguel o seguiu.
- Você sabe porque estamos aqui? – Perguntou Filipe enquanto pegava uma roupa com uma capa e experimentava um chapéu e um par de botas.
- Tem a ver com os Orcks. – Disse Miguel experimentando uma faixa com o símbolo de Arcádia.
- O que tem eles? – Disse Filipe colocando a calça da roupa que ele tinha pegado – É porque eles conquistaram Tumutu?
- Como você sabe? – perguntou Miguel enquanto encaixava os botões da camisa
- Antes de vir pra cá, pousamos em Tumutu. – Disse Filipe vestindo a blusa – e eles estavam lá.
- Você e mais quem? – Disse Miguel colocando a bermuda
- Laura, Sabrina, Paula, Gabriela e Ferby. – Respondeu Filipe encaixando a capa na roupa.
- Ferby? – Disse Miguel enquanto se calçava – Eu a conheço. É uma Fadaniana não é? Mas quem são a Laura, a Sabrina, a Paula e a Gabriela?
- São minhas amigas. – Disse Filipe enquanto fazia umas poses na frente do espelho, se admirando – Sabrina é a princesinha de Reason, Paula é a princesinha de Dream, Gabriela é a princesinha de Sannyday e a Laura é a princesinha de Tuí.
- Essa Laura é neta da Katrina? – Disse Miguel se tacando na cama
- É. – Disse Filipe subindo na cama e pulando nela – Como você sabe?
- Princesa de Tuí. – Disse Miguel
Toc –toc. Tinha alguém batendo na porta.
- Entra! – Disse Miguel.
Entrou Árion.
- Vocês estão prontos? – perguntou ele encarando Filipe que ainda estava pulando na cama e depois olhou carinhosamente para Miguel que estava deitado na cama todo largado.
- Estamos. - disse Miguel se levantando
- Já ta na hora da festa? – Perguntou Filipe sentando na cama.
- Já. – Respondeu Árion - Só vim para avisar-lhes. O baile será lá fora, ao ar livre.
- Vou avisar as meninas. – Disse Filipe passando pela porta.
A batalha dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 11
As meninas entraram nos quarto, ele era grande demais para somente quatro adolescentes. Tinha cinco camas de um lado, um guarda roupas aberto que parecia ser mais é um corredor e entre as camas e o guarda roupas ficava um mesa com sofás em volta. Gabriela se jogou na cama e perguntou:
- Pra quem será a ultima cama? – Disse ela.
- Não sei. – Disse Laura subindo na cama e pulando nela.
- Laura, onde estam os bons modos? – Brigou Paula.
- Ficou em casa Paulina. – Respondeu Laura sentando bruscamente na cama.
- Meninas olha que gurda roupas enooorme!! – exclamou Sabrina mexendo nas roupas.
As quatros correram para o guarda roupas e pegaram cada uma um vestido que lhe agradasse, até mesmo Laura. Vestiram e se olharam no espelho. Eram dois espelhos, Sabrina, Paula e Gabriela se espremeram em um. Laura se olhou em outro.
- Nossa estes vestidos são demais. – Disse Sabrina.
- São mesmo. – Disse Paula
Laura estranhou. Seu reflexo tinha um vestido diferente. Ela tinha pegado um vestido rosa, mas seu reflexo estava refletindo um vestido amarelo. Ela começou a fazer caretas ao seu reflexo, se ajoelhou, levantou, pulou, mexeu e remexeu, mas seu reflexo repetia tudo o que ela fazia. Sabrina andou ate a amiga. Mas quando Laura percebeu que o espelho não refletia Sabrina, ela esticou a mão, era outra pessoa. Com raiva, Laura avançou na outra garota que se parecia com ela.
- Quem é você é porque se parece comigo?! – Disse Laura
- É você que se parece comigo e saia de cima de min.
- Não ate você desfazer este feitiço!!
- Eu não fiz feitiço nenhum!! Sou a princesa Katrina. Saia de cima de min. Sua plebéia!
Laura levantou assustada com cara de quem viu um fantasma. Katrina se levantou e ajeitou seu vestido.
- Responda, porque você se parece tanto comigo? – Disse Katrina
- Eu... Eu sou... Eu sou sua neta. – Respondeu Laura.
Katrina a encarou. Laura se aproximou dela com os braços abertos. Elas se abraçaram.
sábado, 29 de novembro de 2008
A batalha dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 10
- Obrigada por ter vindo Cupido das Cinzas. – Disse Kalýria a Governadora de Arcádia – E obrigada por ter vindo Miguel e Katrina.
- O prazer é todo nosso. – Respondeu Katrina e Miguel ao mesmo tempo
- Eu já falei com a Ferby para trazer a Laura aqui. – Disse o cupido das Cinzas – Mas do jeito que ela é, deve estar vindo com as outras meninas e o Filipe.
Katrina e Miguel fingiram que sabiam do que o Cupido das Cinzas estava falando. Mesmo sendo seus descendentes eles não sabiam que eles existiam.
- Árion. Mostre os quartos para os nossos convidados – Disse Kalýria para um adulto sério, da mesma idade de Miguel, que estava apoiado em um dos apoios do palácio.
Ele se levantou e mostrou os quartos para Miguel e Katrina. Enquanto Árion voltava para o grande salão, entrava pela enorme entra da sala real Laura, Ferby, Sabrina, Filipe, Gabriela e Paula. Ferby foi na frente logo atráz vinha Laura, Sabrina, Paula, Gabriela e por ultimo Filipe.
- Oi Kalýria. – Disse Ferby para a Governadora apertando a mão dela – Eu sou a Ferby.
Laura andou para frente e apertou a mão de Kalýria.
- Oi, eu sou a Laura, pricesinha de Tuí. – Disse Laura.
- Eu sou a Sabrina, princesinha de Rason. – Disse Sabrina apertando a mão de Kalýria
- Reason? – Disse Árion, tão baixinho que só Laura pode ouvir.
- Eu sou a Paula, princesinha de Reason. – Disse Paula apertando a mão de Kalýria.
- Sou a Gabriela, princesinha de Sannyday. – Disse Gabriela timidamente apertando a mão de Kalýria.
- E eu sou o Filipe, o cavaleiro do Mundo dos Sonhos. – Disse Filipe apertando a mão de Kalýria.
- Olá para todos, eu sou a Kalýria, Governadora de Árcária. E este é o Árion.
- Oi. – Disse Árion quase sussurando.
- Árion mostre os quartos para eles enquanto eu falo com Ferby e o Cupido das Cinzas, por favor. – Pediu Kalýria.
Árion começou a andar em direção ao corredor onde ficavam os quartos. Os quatro Elfanianos e a Fadanian tímida o seguiram por dentro do enorme corredor. O corredor parecia brilhar naquela tarde ensolarada. A cada passo que Laura dava ela ficava cadê vez mas admirada com cada vista que olhava em cada janela. Filipe olhava curioso para as porta com nomes escritos. Gabriela e Sabrina olhavam para o teto que parecia ser de ouro. E Paula encarava o cavaleiro Árion, ele parecia ser muito sério. Árion parou em frete entre duas portas que não tinha nome escrito.
- Filipe fica aqui. – Disse ele apontando á porta da direita. – E as meninas ficam no outro. A noite vai ter uma festa de boas vindas há vocês. Se arrumem já esta anoitecendo.
Entraram em seus quartos e Árion voltou no corredor sozinho.
A batalha dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 9
Ferby entrou na sala e se deparou com Sabrina, Paula, Laura, Gabriela e Filipe lendo os diários.
- Mas eles não morreram. – Disse ela – O Cupido das Cinzas viajou para Aquária para a reunião de seres mágicos representando as fadas e ele encontrou representando os Elfos: Katrina e Miguel. Ela me disse para levar vocês para Arcádia.
- Como você sabia que não era eu? – perguntou Laura
- Foi fácil. Primeiro eu fiquei super feliz por que você parou de reclamar, mas aí eu estranhei que você ficou tão quieta por tanto tempo. Quando acabou o horário eu percebi que era uma magia, e aqui estou. Vamos o Raicog esta nos esperando.
Eles se levantaram e saíram do palácio e subiram em Raicog. Ele levantou vôo.
- Mas Ferby porque temos que ir para Árcadea? – perguntou Sabrina
- Não eu sei. – respondeu ela.
- Olha eu to vendo Tubalulalu. – Exclamou Laura enquanto passavam por Tumutu.
- Tumutu Laura. – Corrigiu Filipe – Mas porque tem aquelas fumaças, se os Tumutuanos não são avançados?
Ferby fez Raicog descer para a grande ilha de Tumutu. Tumutu é a única ilha da Mundo dos Sonhos em que seu povo ainda vive em épocas pré-históricas. Eles eram os únicos que ninguém aparecia nas reuniões mágicas. Nenhum outro ser mágico pisava naquela ilha. Laura, Sabrina, Paula, Ferby, Gabriela e Filipe eram os primeiros Elfonianos e Fadanianas há pisar naquele solo em séculos. Quando desceram todos do dragão viram um exército de adultos verdes e fortes com presas saindo das bocas. Eram Orcks.
- Inimigos!! – Gritou um dos líderes dos Orcks – Ou saiam ou vamos matá-los.
- Calma irmão Orck!! – gritou Ferby – Sou eu a Ferby, e estes são a Laura, princesinha de Tuí, a Sabrina princesinha de Reason, a Paula princesinha de Sannyday e Filipe o cavaleiro do Mundo dos Sonhos! Viemos em paz.
Mas o líder dos Orcks não ouviu. Ele acenou para o exército que estava perfeitamente arrumado e o enorme exercito correu em direção das Elfanianos e as Fadanianas. Eles subiram de volta em Raicog e rapidamente levantaram vôo.
- Mas o que aconteceu, eles nunca fizeram isso. – Disse Ferby
A guerra dos seres mágicos VS Orcs capítulo 8
- E isso é tudo do Diário de visões de Ferby. – Disse Laura fechando o caderno e abrindo o Diário de Katrina – Agora o Diário de Katrina.
Mas para acertar um acordo tinha que ter um casamento entre Elfo e Fada. Como a princesa Katrina é a ultima geração da família Real ela tinha que se casar com o príncipe Fadaniano Samuel. Os anos foram se passando.
Laura folheou as folhas até achar a palavra casamento.
Chegou o dia tão esperado pelos Fadanianos e Elfonianos... O casamento entra a princesa Elfaniana Katrina e apenas 14 anos e o príncipe Fadaniano Samuel de mesma idade.
- Pera aí? 14 anos? Eles não são meio jovens para se casarem? – Exclamou Sabrina.
- Sabrina naquela espoca, se a mulher já menstruou já pode se casar.
- E aqui diz que a Katrina já estava menstruando há um tempinho. – Disse Laura
- Esse assunto é muito particular. – disse Paula – Continua Laura.
Katrina entra com seu vestido de noiva, muito bonita e anda pelo corredor principal do palácio ao lado de seu pai. Vendo os diferentes rostos de Elfos e Fadas, se comportando como se nunca tivesse tido uma guerra há poucos anos, e pensando que ela não queria se casar com um Fadaniano que nem conhecia. Chegou no altar e o padre citou os versos em Loe, em português e na língua das Fadas.
- Me fugi lobe a loba. Eu os declaro marido e mulher. Gu fica muld fk mulgh.
Samuel e Katrina se beijaram.
Laura fecha o diário de Katrina e abre o diário de Miguel. Mas antes de começar á ler:
- Acabou? – Perguntou Paula.
- Não mas faz mais sentido se eu parar e terminar depois. – Disse Laura – Você vai entender.
Mesmo Miguel sabendo que era para o bem de todos o casamento, ele desejava que ele nunca tivesse acontecido. Depois do Casamento em Tuí. Katrina e Samuel voaram até Fly para a Lua de mel. Miguel esperou Katrina voltar. Com os dias se passando Miguel conhecia cada vez melhor a princesa Katrina. E o pior... Miguel tinha se apaixonado por ela. Ele sabia que um cavaleiro não podia se casar com uma princesa, só se o rei desse a mão dela em casamento ao cavaleiro. Mas Miguel não aceitava isso. Ele queria Katrina de Qualquer jeito. Todo dia, ele visitava a estranha árvore que Katrina amava tanto. Um dia ele ouviu uns estranhos ruídos vindo de dentro do buraco da árvore. Ele foi investigar. Entrou no buraco e do outro lado havia um lugar que ele nunca avia visto. Em plena segunda guerra mundial, Miguel com roupa de cavaleiro, visitou o Rio de Janeiro. Ele mexia em suas orelhas pontudas para ver se a estranha viajem tinha feito alguma coisa há ele. Ele desceu a floresta da tijuca e caminhou pela cidade. Era tudo diferente. Ele reparara que só tinha humanos naquela estranha cidade. Elas apontavam e riam de suas roupas falando:
- O carnaval já passou.
Mas Miguel não sabia do que eles estavam falando. Miguel caminhara algumas hora e depois de conhecer bem a cidade. Voltou para a árvore na floresta da Tijuca. Mais animado impossível. Miguel ao sair da árvore se depara com Katrina.
- Miguel, o que você estava fazendo lá dentro. – Pergunta Katrina.
- Você não vai acreditar. – Disse Miguel – Lá do outro lado, tem um mundo totalmente diferente. Você tem que ver.
- Miguel você está bem? – Perguntou Katrina assustada.
- Você tem que acreditar em min. – Ele termina – É um mundo só de Humanos! É muito estranho, tem muitas coisas que fazem o trabalho de um Elfo. Parece magia. Tem palácios finos que vão até o céu. E tem bancos sobre rodas que andam. E tem mulheres de calça! Tem gente de várias formas. Grandes, pequenas, largas, finas, altas, baixas e peles de tons diferentes.
- Miguel, calma, me mostra então o que você viu. – Disse Katrina.
Miguel se agachou e passou de novo pela árvore junto com Katrina. Katrina então pode ver que Miguel estava falando era verdade. O estranho mundo que ele descrevera existia. Katrina se encantou tanto com aquele novo lugar que nunca mais quis sair.
Laura fechou o Diário de Miguel e abriu novamente o Diário de Katrina. Sem nenhuma pergunta dos amigos continuou lendo.
Katrina se encantou com um nome que tinha lido na grande cidade: Laura. Assim que chegou disse ao Samuel tudo o que tinha visto com Miguel ele quis conhecer.
Laura repetiu a troca.
Miguel estava com muita saudades de Katrina. Já tinha se passado um ano desde que ela sumiu com Samuel. Miguel descansava perto de uma árvore que nasceu perto da árvore que Katrina gostava tanto e que a levou para o novo mundo. Ele dormia tranquilamente ate sentir uma pequena cutucada em sua barriga. Ele se virou, mas foi cutucado de novo. Se virou novamente ate que foi sacudido até acordar lentamente. Era Katrina.
- Miguel. – Disse ela – Miguel...
- Só mais dois minutos Keyle. – Disse Miguel acordando.
- Sou eu, Katrina.
Miguel arregalou os olhos de susto.
- Katrina? – Perguntou ele
- Sim. – Respondeu Katrina.
- O que aconteceu?
- Eu passei um tempo no outro mundo que você me mandou. Mas o Samuel não se adaptou muito bem nele. E morreu.
- Morreu?
- É. Mas eu acho que eu queria fazer isso... de algum modo eu queria que isso acontecesse. Porque eu não queria me casar com ele. Mas tive para unir os nossos povos.
- Uma princesa deve se casar com quem ela deve se casar.
- Mas eu quero me casar com outro homem... um homem que eu conheço desde pequena, um homem que não tem medo de chorar, um homem que me apóia, um homem... Você Miguel.
Miguel engoliu a seco mas sem esperar disse:
- Eu sinto o mesmo.
Sem mais palavras os dois foram de volta ao Rio de Janeiro.
Laura fecha o diário.
- Então é assim que acaba a história? – Disse Filipe.
- Mas como o Filipe pode ser descendente do Miguel se ele e a Laura não são parentes. – Perguntou Sabrina.
- A Ferby me falou que o Miguel teve um menino logo depois do desaparecimento de Katrina e Samuel. – Disse Laura – O garoto deve ter ido para o mundo real e ele criou uma nova vida.
- Mas no mundo real as pessoas morriam. – Disse Paula – Porque tantos Elfos foram para lá? Se aqui eles podiam viver pra sempre.
- Viver pra sempre nem sempre é um sonho. Ás vezes é bom envelhecer. – Disse Laura – É difícil de entender.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs capítulo 8
- E isso é tudo do Diário de visões de Ferby. – Disse Laura fechando o caderno e abrindo o Diário de Katrina – Agora o Diário de Katrina.
Mas para acertar um acordo tinha que ter um casamento entre Elfo e Fada. Como a princesa Katrina é a ultima geração da família Real ela tinha que se casar com o príncipe Fadaniano Samuel. Os anos foram se passando.
Laura folheou as folhas até achar a palavra casamento.
Chegou o dia tão esperado pelos Fadanianos e Elfonianos... O casamento entra a princesa Elfaniana Katrina e apenas 14 anos e o príncipe Fadaniano Samuel de mesma idade.
- Pera aí? 14 anos? Eles não são meio jovens para se casarem? – Exclamou Sabrina.
- Sabrina naquela espoca, se a mulher já menstruou já pode se casar.
- E aqui diz que a Katrina já estava menstruando há um tempinho. – Disse Laura
- Esse assunto é muito particular. – disse Paula – Continua Laura.
Katrina entra com seu vestido de noiva, muito bonita e anda pelo corredor principal do palácio ao lado de seu pai. Vendo os diferentes rostos de Elfos e Fadas, se comportando como se nunca tivesse tido uma guerra há poucos anos, e pensando que ela não queria se casar com um Fadaniano que nem conhecia. Chegou no altar e o padre citou os versos em Loe, em português e na língua das Fadas.
- Me fugi lobe a loba. Eu os declaro marido e mulher. Gu fica muld fk mulgh.
Samuel e Katrina se beijaram.
Laura fecha o diário de Katrina e abre o diário de Miguel. Mas antes de começar á ler:
- Acabou? – Perguntou Paula.
- Não mas faz mais sentido se eu parar e terminar depois. – Disse Laura – Você vai entender.
Mesmo Miguel sabendo que era para o bem de todos o casamento, ele desejava que ele nunca tivesse acontecido. Depois do Casamento em Tuí. Katrina e Samuel voaram até Fly para a Lua de mel. Miguel esperou Katrina voltar. Com os dias se passando Miguel conhecia cada vez melhor a princesa Katrina. E o pior... Miguel tinha se apaixonado por ela. Ele sabia que um cavaleiro não podia se casar com uma princesa, só se o rei desse a mão dela em casamento ao cavaleiro. Mas Miguel não aceitava isso. Ele queria Katrina de Qualquer jeito. Todo dia, ele visitava a estranha árvore que Katrina amava tanto. Um dia ele ouviu uns estranhos ruídos vindo de dentro do buraco da árvore. Ele foi investigar. Entrou no buraco e do outro lado havia um lugar que ele nunca avia visto. Em plena segunda guerra mundial, Miguel com roupa de cavaleiro, visitou o Rio de Janeiro. Ele mexia em suas orelhas pontudas para ver se a estranha viajem tinha feito alguma coisa há ele. Ele desceu a floresta da tijuca e caminhou pela cidade. Era tudo diferente. Ele reparara que só tinha humanos naquela estranha cidade. Elas apontavam e riam de suas roupas falando:
- O carnaval já passou.
Mas Miguel não sabia do que eles estavam falando. Miguel caminhara algumas hora e depois de conhecer bem a cidade. Voltou para a árvore na floresta da Tijuca. Mais animado impossível. Miguel ao sair da árvore se depara com Katrina.
- Miguel, o que você estava fazendo lá dentro. – Pergunta Katrina.
- Você não vai acreditar. – Disse Miguel – Lá do outro lado, tem um mundo totalmente diferente. Você tem que ver.
- Miguel você está bem? – Perguntou Katrina assustada.
- Você tem que acreditar em min. – Ele termina – É um mundo só de Humanos! É muito estranho, tem muitas coisas que fazem o trabalho de um Elfo. Parece magia. Tem palácios finos que vão até o céu. E tem bancos sobre rodas que andam. E tem mulheres de calça! Tem gente de várias formas. Grandes, pequenas, largas, finas, altas, baixas e peles de tons diferentes.
- Miguel, calma, me mostra então o que você viu. – Disse Katrina.
Miguel se agachou e passou de novo pela árvore junto com Katrina. Katrina então pode ver que Miguel estava falando era verdade. O estranho mundo que ele descrevera existia. Katrina se encantou tanto com aquele novo lugar que nunca mais quis sair.
Laura fechou o Diário de Miguel e abriu novamente o Diário de Katrina. Sem nenhuma pergunta dos amigos continuou lendo.
Katrina se encantou com um nome que tinha lido na grande cidade: Laura. Assim que chegou disse ao Samuel tudo o que tinha visto com Miguel ele quis conhecer.
Laura repetiu a troca.
Miguel estava com muita saudades de Katrina. Já tinha se passado um ano desde que ela sumiu com Samuel. Miguel descansava perto de uma árvore que nasceu perto da árvore que Katrina gostava tanto e que a levou para o novo mundo. Ele dormia tranquilamente ate sentir uma pequena cutucada em sua barriga. Ele se virou, mas foi cutucado de novo. Se virou novamente ate que foi sacudido até acordar lentamente. Era Katrina.
- Miguel. – Disse ela – Miguel...
- Só mais dois minutos Keyle. – Disse Miguel acordando.
- Sou eu, Katrina.
Miguel arregalou os olhos de susto.
- Katrina? – Perguntou ele
- Sim. – Respondeu Katrina.
- O que aconteceu?
- Eu passei um tempo no outro mundo que você me mandou. Mas o Samuel não se adaptou muito bem nele. E morreu.
- Morreu?
- É. Mas eu acho que eu queria fazer isso... de algum modo eu queria que isso acontecesse. Porque eu não queria me casar com ele. Mas tive para unir os nossos povos.
- Uma princesa deve se casar com quem ela deve se casar.
- Mas eu quero me casar com outro homem... um homem que eu conheço desde pequena, um homem que não tem medo de chorar, um homem que me apóia, um homem... Você Miguel.
Miguel engoliu a seco mas sem esperar disse:
- Eu sinto o mesmo.
Sem mais palavras os dois foram de volta ao Rio de Janeiro.
Laura fecha o diário.
- Então é assim que acaba a história? – Disse Filipe.
- Mas como o Filipe pode ser descendente do Miguel se ele e a Laura não são parentes. – Perguntou Sabrina.
- A Ferby me falou que o Miguel teve um menino logo depois do desaparecimento de Katrina e Samuel. – Disse Laura – O garoto deve ter ido para o mundo real e ele criou uma nova vida.
- Mas no mundo real as pessoas morriam. – Disse Paula – Porque tantos Elfos foram para lá? Se aqui eles podiam viver pra sempre.
- Viver pra sempre nem sempre é um sonho. Ás vezes é bom envelhecer. – Disse Laura – É difícil de entender.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs capítulo 7
- Eu sei quem são vocês. – Disse Ferby montando no dragão - Você é o Miguel e você é a princesa Katrina. Miguel, eu sei que o seu irmão é o torturador do calabouço. Katrina, eu sei que você cruzou o continente neste dragão só para impedir uma guerra ridícula. E eu gostei muito da sua coragem. Eu não esperaria isso de uma princesa. E Miguel, eu gostei de você ter apoiado a Katrina.
Sem mais palavras Miguel e Katrina subiram no dragão. Assim que pousaram nas terras de Raicog, o feitiço se desfez. Ferby avisou ao Rei Lige. O depois de uma longa convença com o Rei Guíre, os Elfo e as Fadas vivem em paz até hoje.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs capítulo 6
Miguel descobre sua orelha pontuda e fecha os olhos, estava ouvindo passos cada vez mais próximos. Rapidamente, ele puxou Katrina para debaixo da cama. Tina estranhou, mas depois de ouvir os passos se cobriu rapidamente. Era o Rei das Fadas Guíre. Ele cobriu Tina com mais um cobertor e sentou ao lado da filha pisando na mão de Miguel que se segurava para não gritar.
- Este cobertor está quente. – Pensou ele – Mas é um calor... diferente... é o calor de um Elfaniano!
Guíre sacudia Tina até que ela abriu os olhos. Ele se levantou e viu a mão de Miguel. Imediatamente o Rei Guíre o puxa de baixo da cama e acha junto dele a princesa Katrina.
- São dois elfanianos! Mas são jovens... pequenos.
Miguel tenta se soltar se revirando. Guíre o coloca numa altura que os pés de Miguel alcançavam o chão e pegou Katrina pela mão e aperta bem forte os dois. Guíre os puxa até o subterrâneo do palácio onde fica o calabouço. Miguel e Katrina ficam assustados com a visão de esqueletos presos há parede e aparelhos de tortura. O Rei os joga no chão com brutalidade e os deixa com uma fada mascarada e vestida com um manto e segurando uma corrente.
- Essas crianças são elfanianas. Torture-as. – Diz o Rei
- Como você sabe que são elfos, são tão pequenos, podem ser apenas amiguinhos da princesa Tina. – Diz o mascarado
O Rei descobre as orelhas cobertas pelos cabelos negros de Miguel, primeiro á esquerda e depois a direita. E faz novamente com Katrina mostrando suas orelhas pontudas.
- São elfos. – Sussurrar o mascarado num tom de surpreza.
O Rei sobe novamente deixando Katrina e Miguel com a fada assustadora e mascarada. O mascarado prende os dois em correntes baixas e avalia as roupas de cada um.
- E temos um cavaleiro mirim elfoniano e uma princesinha elfaniana.
- Pra sua informação eu sou um Raicogniano e sou o maior guerreiro da minha cidade. – Diz Miguel com raiva.
- Eu soube que todos os guerreiros estão na guerra, lutando. – Diz o mascarado.
- Olha como você fala com Miguel Elfo Raicog! – Diz Miguel.
- Miguel? – Pergunta o Mascarado.
- Você ta surdo?! Vou repetir! Eu sou o Miguel Elfo Raicog! O maior cavaleiro de Raicog. – Repete Miguel
- Miguel sou eu. O Keyle. – Responde o Mascarado.
- Keyle? – Pergunta Miguel.
O mascarado tira a mascara mostrando uma face muito parecida com o rosto de Miguel. Era mesmo o irmão de Miguel. Miguel chorou de alegria, sorrindo Keyle solta Miguel e lhe dá um forte abraço.
- Keyle! Eu achei que você tinha morrido! – Diz Miguel entre soluços de choro.
- Se lembra da primeira lição de cavaleiro? – Diz Keyle soltando Miguel do abraço – Um cavaleiro nunca chora.
- Com licença. – Diz Katrina - Desculpa atrapalhar esse momento lindo mas... essas correntes estão me machucando!!
Keyle se levanta e solta Katrina.
- E quem é você menininha? – Pergunta Keyle.
- Eu sou a princesa Katrina. – Disse Katrina com orgulho.
- Katrina? – Pergunta Keyle – Como vai sua irmã?
- Ela passou desta pra melhor. – Responde Katrina.
Keyle faz cara de sério, vira para Miguel e pergunta o que eles vieram fazer em Fly.
- Eu tive a idéia de trocar as nossas histórias com a princesa Tina. E descobrirmos que foi tudo um mal entendido. – Disse Katrina.
- Você, Miguel, devia ter ficado na cidade de Raicog cuidando do dragão Raicog. E a senhorita devia estar na cidade de Raicog. – Disse Keyle – Quando as coisas ficarem calmas, eu vou tele transportar vocês de volta para Raicog.
- Keyle! Não! Eu sei como parar esta guerra e não saio de Fly sem falar com o Rei. – Respondeu Katrina.
- Vocês viram a raiva do Rei com vocês. Ele odeia os Elfos, principalmente pequenos Elfos. Quando ele tem chance, ele corta as orelhas dos elfos e põem junto á sua coleção de orelhas decepadas de Elfos. É horível. – Diz Keyle.
- Mas Keyle. – Diz Miguel – Como você conseguiu passar tanto tempo em Fly?
- Magia Miguel. – Disse keyle.
- Keyle, tive uma idéia. O Rei não vai falar comigo se eu estiver parecendo um Elfo, mas se você fizer o mesmo feitiço que você fez para parecer uma fada. Talvez ele fala comigo. – Disse Katrina.
- O Rei ama crianças Fadainas. – Comenta Keyle.
Uma luz atravessa uma pequena janela perto do teto do calabouço. Já era de manhã. Keyle apaga as velas e tenta se lembrar do feitiço que fez há muito tempo.
- Para o Rei ouvir a verdade, transforme Miguel e Katrina em uma falsidade. Dê-lhes asas, suas orelhas pontudas se desfaça, agora Miguel e Katrina são duas Fadas. – Disse Keyle estalando os dedos a cada frase.
Rapidamente em Miguel e Katrina crescem asas das suas costas, suas orelhas ficam arredondadas. Miguel e Katrina viram duas fadas.
- Para ninguém os perceba, até o portão que invisíveis esteja. – Disse Keyle novamente estalando os dedos no final da frase. – Vão até o portão, o feitiço vai deixá-los invisíveis até lá.
Sem mais palavras, Miguel e Katrina correram até o portão do palácio. Esperaram um pouco e bateram na porta, voando uma fada adulta os atendeu.
- O que vocês, crianças adoráveis querem no palácio?
Miguel e Katrina ficaram aliviados porque o feitiço funcionou.
- Nos queremos falar com o Rei. – Diz Miguel
- Como você é bonitinho, um lindo cavaleirinho que vai nos ajudar a derrotar os elfos no futuro. E uma linda menininha, você parece uma princesa com este vestido. Vamos falar com o Rei? Sigam-me.
Miguel e Katrina seguiram a bondosa fada voando pelos corredores. Eles estavam pensando como era divertido voar e ao mesmo tempo estavam tensos por causa que a Fada os tratavam como se tivessem cinco anos. Elas os levou até um grande salão com o trono do Rei com a fada que tinha lhes tratado tão mal há pouco tempo atrás.
- Olhe. Quem crianças lindas. – diz o rei se levantando e tirando o cabelo de Miguel da frente da orelha – O que você quer me dizer?
- Senhor, eu queria te dar um bom motivo para acabar com esta guerra contra os elfanianos. – Disse Katrina para o Rei que acariciava as orelhas de Miguel e mexia nos cabelos negros dele - As Fadas e os Elfos foram expulsos das suas terras. E quando se encontraram, sentiram – se ameaçados, mas foi tudo um mal entendido. Eu proponho que facha um acordo com o Rei Lige para acabarem com esta guerra ridícula.
- Você tem muita sabedoria para uma menina tão nova. – Disse Guíre ainda mexendo nos cabelos negros de Miguel – Ferby.
A bondosa fada voou até o rei e perguntou:
- Sim, senhor?
- Fale com o Rei Lige, diga-lhe para vir até Fly o mais rápido possível e se ele se sentir ameaçado ele pode trazer o seu exército.
Sem mas palavra Ferby saiu do palácio junto com Miguel e Katrina. Elas os levaram até o campo onde estava dormindo o dragão Raicog.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 5
Eles pousaram, a cidade estava deserta, ninguém nas trilhas, nem janelas abertas nas casas. Raicog seguiu voando devagar perto do chão até uma floresta fechada ao lado do palácio de Fly onde esperaram anoitecer. De noite andaram silenciosamente pelo palácio de Fly até um quarto que estava escrito Tina, entraram e sacudira a princesa Tina que estava dormindo traquilamente.
- Tina. – Sacudia Miguel para Tina acordar.
Tina vira de costas, Miguel e Katrina vêem que ela era uma fada por causa das assas brilhantes rosa e amarela que saia das costas dela. Katrina cutuca a asa para ver se é de verdade e num susto Tina acorda encarando os dois elfonianos que estavam no quarto dela.
- Boa noite Tina, eu sou a princesa Katrina. E esse é o cavaleiro Miguel. – Disse Katrina
- Vocês são Elfos? – Perguntou Tina assustada
- Somos. – Disse Miguel se sentando na cama junto com Tina e Katrina – Mas a gente veio fazer um acordo de paz.
Tina se senta ao lado de Miguel na cama e pergunta:
- Qual é?
- Os nossos reinos são vizinhos um do outro. Mas por algum motivo eles estão em guerra. E eu vim trocar a história do meu povo com o seu. – Disse Katrina
- Fale, Katrina. – Disse Tina
- No começo, os elfos e os humanos moravam juntos num continente. – Explicou Katrina - Mas a inveja dos humanos forçou aos elfos e outros seres mágicos a saírem do continente. Elfos, Arcanianos, Sereias, Nereidas e todo o tipo de seres mágicos que você pode imaginar saíram daquele continente.
- Parece com a história do meu povo. – Disse Tina – As fadas e os orcks moravam perto um do outro. Um dia as fadas fugiram deles e vieram para este continente. Estava tudo bem até acharmos um elfaniano. Nos sentíamos ameaçados e pela nossa parte da história, foi assim que começou esta guerra.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 4
No dia seguinte Katrina acorda:
- Bom dia irmã... – disse ela sacudindo seu irmã – Hoje temos um lindo dia! Vamos acorde!
Mas ela não acordava. Ela correu para avisar seu pai. Krina estava morta! Katrina começou á chorar em frente ao palácio. Podia sentir sua irmã por perto. Ela olhava para todos os lados, mas de nada adiantava, sua irmã não estava lá... Pelo menos não como pessoa. Miguel viu a princesa chorando e sentou ao lado dela. Perguntou o que havia acontecido, ela explicou a história e Miguel respondeu:
- Mesmo o meu irmão ter morrido eu sinto que ele está por perto. Não sei como explicar... Mas parece que só o seu corpo morreu, menos seu espírito.
- Você quer dizer, - Disse Katrina - Que ele ainda está vivo, mas fora do corpo dele?- Os dois olharam para o céu azul sem nenhuma nuvem.
- Sim! Você sente que a Krina ainda está por perto? – Pergunta Miguel
- Sim.
- O meu irmão foi lutar na guerra. E... foi mandado numa missão e um guerreiro do povo das fadas o matou.
- Sinto muito pelo seu irmão. Mas porque tem tanta guerra?
- Não sei.
- Vamos saber agora!
Katrina se levantou e foi em direção ao estábulo do Raicog. Ela estava chateada porque sabia que uma fada tinha matado Krina, mas ela não entendia porque os Elfos e as Fadas lutavam entre si.
- Katrina! – Gritou Miguel – Há onde você vai?!
- Descobrir e talvez parar esta guerra! – Respondeu ela
- Mas como?
- Com um plano que eu ainda não fiz.
Katrina abriu as portas e soltou Raicog.
- Katrina! – Gritou Miguel
- Calma. – Respondeu ela acariciando a cabeça de Raicog – Ele é manso.
- Mas era pra ele ser terrível! – Disse Miguel – Talvez seja por isso que ele não foi mandado para o continente das Fadas.
- Não sei não. – Disse Katrina – Acho que é o meu destino acabar com essa guerra. E talvez o Raicog faça parte desta história.
- Espere! – Miguel fez sinal para Katrina fazer silêncio, ouviram o som de uma corneta tocar uma vez longa e duas curtas. – A ultima batalha está chegando.
- Como você sabe?
- É uma mensagem no código dos cavaleiros, eles querem todos os cavaleiros reunidos. – Miguel andou em direção há porta mas Katrina ainda segurando a correia de Raicog o puxou pelo braço.
- Você vai? – Pergunta ela.
- Eu tenho que ir. – Disse Miguel.
- Mas você é muito novo!
- Mas eu fui muito bem treinado. E faz parte da minha misão.
- Como princesa eu não vou deixar o meu melhor amigo morrer numa batalha!
- Mas é meu dever!
- Agora você vai me proteger! Eu vou voar no Raicog até o continente das fadas e descobrir porque desta guerra.
- Você pode morrer tentando. E você é só uma delicada princesa.
- Eu vou te mostrar o que uma delicada princesa pode fazer!
Katrina subiu em Raicog e disse olhando nos olhos castanhos de Miguel:
- Eu preciso do seu apoio.
Miguel subiu em Raicog e os dois levantaram vôo. Raicog enquanto voava, balançava e deixava Katrina e Miguel enjoados.
- Mas as fadas não tem orelhas pontudas! – Disse Miguel acariciando suas orelhas pontudas.
- Eu sei! – Disse Katrina ajeitando seus cabelos meio castanhos e meio loiros para cobrir as orelhas pontudasd de Elfo – Cubra as orelhas com o cabelo.
Miguel ajeitou seus cabelos negros para cobrir suas orelhas pontudas.
- Mas o Raicog é muito rápido! – Exclamou Miguel – Já to até vendo Tuí!
- Sério? – Disse Katrina - Tuí?
Raicog desce até Tuí e pousou no lago de cristal. Katrina e Miguel pularam dele.
- O que você quer ver em Tuí? – Perguntou Miguel.
- Uma árvore. – Respondeu Katrina.
- Uma árvore?! – Disse Miguel.
- É. – Exclamou Katrina – Mas é uma árvore muito especial! Quando eu e a Krina nascemos, a nossa mãe não sobreviveu, e morreu naquela árvore – Katrina apontou para uma grande árvore que estava crescendo um buraco no meio. – Mas não tinha esse buraco.
Katrina se ajoelha sobre as raízes da árvore e reza um pouco. Miguel se ajoelha junto há ela e espera ela terminar.
- Já terminou? – Perguntou Miguel
- Já. – Responde Katrina
Katrina e Miguel voltaram para Raicog e levantaram vôo.
- Mas você sabe onde está à princesa Tina? – Perguntou Katrina
- Quem? – Disse Miguel – A princesa do continente das fadas? Acho que está em Fly, eu me lembro que a ultima misão do meu irmão foi matar a Tina em Fly. Mas um cavaleiro de lá o viu e... já sabe o resto.
- Nossa!
- É!
- E Fly seria aquela cidade flutuando no meio do céu?
- Deve ser.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs Capitulo 3
Krina abriu a porta e atraz dela estava o Raicog, um dragão verde, pequeno, sem asas e sem pés, que ficava flutuando poucos centímetros acima do chão, amarrado em várias cordas dormindo. Katrina alcançou sua irmã.
- Krina! – Disse Katrina – Não vá! Ele é muito perigoso!
- Mas ele é tão bonito! - Respondeu Krina
Krina deu uns poucos passos em direção ao dragão verde, um garoto da mesma idade de Krina e Katrina de cabelo negros, vestido de cavaleiro com uma espada e um livro de magia preso no cinto pulou em frente á Krina a impedindo de prosseguir.
- Krina volte – Disse ele.
- Como você sabe o meu nome?- Disse Krina.
- Você é a princesa... – Respondeu ele – Todos devem saber o seu nome.
- E quem é você? – Perguntou Katrina
- Eu sou o Miguel. – Respondeu ele – E estou guardando o Raicog, para ninguém acordá-lo antes da hora e sou uns dos maiores cavaleiros de Raicog!
- Mas você é só uma criança. – Disse Krina
- Não temos muitos cavaleiros em Raicog, mas fui muito bem treinado. – Disse Miguel. – Agora é melhor você voltarem para o palácio antes que o Rei sinta falta de vocês.
- Mas eu quero ver o dragão!! – Disse Krina
- Desculpe princesa, mas o meu dever é não deixar ninguém e isso cobre todos até mesmo a família real. – Disse Miguel
- Miguel, você deve estar meio abatido. – Disse Katrina
- Como você sabe? – Perguntou Miguel
- Eu reconheço essa expressão de sou um adulto. – Respondeu Katrina – Pode contar pra mim.
Katrina esticou a mão e a pôs sobre o ombro de Miguel. Ele mexeu o ombro para afastar a mão dela e sentou no feno do dragão verde. As gêmeas o seguiram e sentaram ao lado dele.
- Eu perdi a minha família toda... – Admitiu Miguel –Teve um tenpestade em Reason, a minha cidade natal e levou meu irmão Árion, a minha mãe e meu pai. Só sobrou eu e meu irmão e... E agora estou sozinho.
- Quem era ele? – Perguntou Katrina imaginando como seria perde a irmã.
- Tudo bem Miguel... – Disse Katrina abraçando Miguel - Eu e Kina vamos cuidar de você, agora vamos ser sua família.
- Vocês não entendem... – Disse Miguel entre soluços, ele estava chorando – Vocês tiveram tudo na mão enquanto eu tenho que ficar aqui guardando este dragão idiota.
Miguel se levantou e ficou chutando o chão que pisava como que se tivesse uma bola de futebol por lá. Katrina e Krina se levantaram e tentaram acalmar o novo amigo. Ele se libertou e se afastou delas. Com a consciência pesada por ter feito um pequeno cavaleiro chorar, elas voltaram para o palácio.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs capítulo 2
Onde hoje tem o continente dos Elfos perto do continente das Fadas acontecia uma guerra entre os dois povos. Exatamente em 20 de outubro de 1507, em Tuí, nasceram duas princesas gêmeas idênticas. Sua mãe a Rainha Elizabella, morre logo após o parto das gêmeas (coisa que era muito arriscada na época), as princesas Katrina e Krina, deixando para criar o pai o Rei Samuel. Samuel anos depois da morte de sua Rainha e do nascimento das princesas recebe uma importante mensagem do Professor Eral.
- Senhor, soube que o povo das fadas vai mandar um assassino para matar você e suas filhas.
- Sabe a data?
- Em breve.
- Então reúne os cavaleiros e aprendizes... Vamos para Raicog.
No mesmo dia a família real parte para a cidade de Raicog, vizinha de Tuí. De noite... O Rei Samuel e as princesas Katrina e Krina e todo o resto do palácio dormem tranquilamente. Nem sabendo que o assassino do povo das fadas estava do outro lado do palácio de Raicog. Ele se encolhia entre os arbustos e fazia telepatia com seu líder:
- Senhor... Estou só esperando vossa ordem.
- Espere até a próxima noite.
De manhã... Krina acordou bem disposta e ficou admirandando a grande casa onde era guardado o Dragão Raicog.
- É lindo. – Disse Krina – Podemos ir ver o Raicog Katrina? -
- Não sei. – Respondeu Katrina ainda sonolenta – O papai diz que devemos no manter bem vivas. E o Raicog é muito perigoso!
Mas Krina não escutou sua irmã e sai para ver o perigoso Dragão. Katrina foi atraz para protegê-la.
A guerra dos seres mágicos VS Orcs capítulo 1
Num dia ensolarado em vez de estar lá fora admirando Tuí. Laura estava presa no trono ouvindo o povo de Tuí reclamar. Metade de Tuí ainda estava na espoca dos feudos enquanto a outra metade totalmente independente da princesinha adolescente se virava sozinha.
- Precisamos de mais grãos para as plantações... – Reclamava Laura ainda sentada no trono entre uma reclamação e outra - Precisamos de mais comida para os porcos... Precisamos de mais isto mais aquilo... Os Tuíanos só sabem reclamar! Eu não agüento mais.
- Mas Laura. – Disse Ferby – Você só está ai há cinco minutos.
- Tem certeza que não é cinco horas? – Disse Laura se lembrando de um feitiço que usava sempre nesses dias – Minha paciência já acabou, me clone e me leve para onde não estou.
Laura estalou os dedos e se tele transportou para o telhado do palácio.
- Eu nunca estive aqui antes. – Disse Laura enquanto abria a porta debaixo de seus pés.
A porta levava até um sótão misterioso cheio de baús. Mas um chamou mais atenção de Laura. Era grande e estava escrito com letras estranhas que Laura não reconheceu. Com curiosidade ela abriu o baú e revirou as coisas dele. Ela pegou um caderno empoeirado. Soprou a poeira e depois de uns espirros leu as letras que a poeira escondia:
- Diário de visões de Ferby.
Ela o abriu o leu e viu que dentro do baú tinha outro caderno parecido com o que tinha acabado de pegar. Ela o pegou e soprou a poeira de cima dele. Novamente espirrou e depois leu as palavras:
- Diário de Katrina.
E um terceiro caderno embaixo do que estava escrito Diário de Katrina. Ela pegou, soprou a poeira, espirrou e leu
- Diário de Miguel.
Animada Laura levanta com os três cadernos no braço e fala:
- Eu achei estes cadernos e quero mostrar, me leve agora para onde o Filipe, a Paula, a Sabrina e a Gabriela está.
Laura estava os dedos e se tele transporta para a sala real onde estavam reunidos as suas amigas e Filipe.
- Pessoal, olha o que eu achei. – Disse Laura abrindo os três caderno num leque.
- Mas Laura você não estava lá? – perguntou Filipe.
- Magia me amigo. – Disse ela – Aquela é a Laura clone. Depois de cinco longos minutos eu perdi a paciência e me tele transportei para um sótão embaixo do telhado do palácio. Revirei um baú que me chamou atenção e achei estes diários: o Diário de Katrina, o Diário de Miguel e o Diário de visões de Ferby.
- ta esperando o que?! Le pra gente!! – Disse Paula lembrando a emoção de ler o diário dos outros.
- Ta legal. Sentem. – disse Laura sentando no chão do pequeno cômodo e abrindo o diário de visões de Ferby.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Lenda Tuíana da resnascensa
A deusa cega Raichura, resolve voltar há terra para ver se conseguia recuperar sua visão. Mas no caminho ela se machuca seriamente. Ela acordou deitada numa cama em uma pequena casa perto de um penhasco. Ela sente uma mão apertando a dela e pergunta assustada:
- Quem está aí?!
- Zuro.
Respondeu uma linda voz.
- E você? Está se sentindo melhor? – Responde Zuro
- Eu sou a Raichura. E não estou sentindo a minha perna.
- Você não está vendo ela engessada?
- Eu não vejo, eu sou cega.
- Sinto muito.
- Você não teve culpa. Obrigada por ter cuidado de min.
- Você tem família Raichura?
- Não, eles moram muito longe.
Raichura não podia contar ao rapaz que estava sentado ao lado dela que ela era uma deusa. Zuro se levantou e foi para a cozinha ferver água para fazer um chá. Enquanto isso Raichura passa a mão em sua perna engessada. Ela ouve a porta bater e pergunta:
- Quem está aí?
- Miri. Quem é você?
- Raichura.
Miri correr para a cozinha e pergunta ao seu marido quem é a garota cega de perna engessada sentada na cama.
- Eu a achei desmaiada no caminho de casa. E resolvi acolhe-la. Ela disse que não tem família.
- Mas, Zuro, você não pode cuidar de qualquer uma que aparece na sua frente.
- Mas desta vez foi diferente, é como se alguém tivesse me dito para cuidar dela.
- Você que sabe Zuro.
As semanas se passaram, enquanto a Miri ficava cada vez mais ciumenta com toda a atenção que Zuro dava a Raichura. E com o tempo passando Zuro se tornava cada vez mais intimo de Raichura. Um dia enquanto Raichura estava dormindo, Zuro se aproximou dela e a beijou. Miri entrou na casa vendo a cena. Puxou Zuro até fora e começaram a discutir.
- Você é o meu marido! E eu não te permito de beijar outras garotas! Não importando o estado em que elas estejam! - Dizia Miri a cada palavra cutucando Zuro no peito fazendo Zuro dar um passo pra traz a cada cutucada.
- Miri você é muito ciumenta Miri! – Zuro estava há um passo de cair no penhasco.
- Você é que não devia beijar qualquer garota por aí!
Miri não tinha visto que Zuro estava tão perto do penhasco, mas esta foi a ultima frase e cutucada que Miri deu
- O que foi Miri?
Miri levantou a cabeça e viu Raichura senta ao seu lado totalmente curada.
- Raichura?
- Sim.
- Mas você não era cega?
- Eu não sei bem como aconteceu mas, eu acordei e já não estava mais cega.
- Eu cheguei e viu o Zuro a beijando enquanto você dormia.
- Pouca gente sabe, mas... O amor é mais forte que a morte. Se você ama mesmo a pessoa e deseja que ela se cure, a pessoa vai se curar.
- Entendo.
- Onde está Zuro? Eu quero vê-lo.
- O Zuro?
Miri não podia contar para Raichura que tinha acabado de matar Zuro acidentalmente.
- O Zuro... Ele estava em pé em frente ao penhasco olhando a vista e... Eu o chamei... Mas quando ele se virou... Ele acabou escorregando e caiu do penhasco. – Mentiu Miri.
- O Zuro caiu do penhasco?
- Foi um acidente.
Raichura se levantou, caminhou até a porta e disse:
- Adeus Miri.
Ela saiu pela porta deixando Miri sozinha naquela casinha acabada. Raichura caminhou e desceu até o final do penhasco procurando o corpo de Zuro. Finalmente Raichura pode ver o lindo rapaz que tinha cuidado dela. Ela correu e se ajoelhou ao lado dele. O fundo do penhasco parecia que a natureza tinha se esquecido que aquele lugar existia. Não havia grama, só cinzas, não havia árvores, só cinzas, não havia animais, só cinzas. Era um cenário totalmente feito de cinzas. Raichura se apoiou no peito frio de Zuro e sentiu que seu coração não estava batendo e se pôs a chorar em cima dele. De repente ela ouve:
Tum... Tum... Tum...
Esse estranho som se repetia cada vez mais rápido no peito de Zuro. Ela sente uma respiração e rapidamente Zuro volta á vida.
- Zuro? – Perguntou Raichura.
- Raichura? – Perguntou Zuro.
- Sim, o que aconteceu? A Miri disse que você escorregou e caiu do penhasco.
- A gente estava discutindo e ela me empurrou do penhasco, mas eu acho que foi um acidente.
- Pode até ser.
Raichura ainda chorava quando se levantou, suas lágrimas tocaram o chão e começou a crescer grama e árvores. Zuro se levantou e admirou a natureza crescendo em rápida velocidade em volta deles abraçando Raichura.
- Raichura, você é uma deusa?
- Sou Zuro, eu sou uma deusa.
Zuro suspirou com a resposta de Raichura, mas depois desmanchou o suspiro em um sorriso de aceitação. Até hoje, Raichura e Zuro estão nas nuvens definitivamente como os deuses da renascença.
Difenças entre Elfos e Humanos
Eu não sei se você é um Elfo ou um Humano mas se for um Elfo se liga na doença Velhiçe e se for um Humano se liga na diferença entre o comportamento dos Elfos.
Humano:
Saúde:
Um Humano pode pegar todo tipo de doença e sua saúde pode ser fraca ou forte.
Amor:
Os humanos amam as coisas, claro que também amam as pessoas, mas amam mais as coisa do que as pessoas.
Natureza:
A natureza recolheu os Humanos com muito carinho e eles retribuem a matando.
Corpo:
Os Humanos podem ser de vários tamanhos e formas e eles envelhecem até a morte.
Sonho:
Um Humano sonha com Elfos.
Morte:
Um humano pode morrer de vários modos, pode ser violenta, como a peste negra, ou calma, como parar de respirar enquanto dorme.
Elfo:
Saúde:
Um Elfo quando pega alguma doença mortal como a diabete ou a peste negra, ela fica inativa até quando o Elfo pega velhice. Alguns Elfos só descobrem que tinham essas doenças nos primeiros sintomas da velhice. Ás vezes eles percebem antes mas essas doenças não chegam há matar mas fazem ele se sentir muito mal.
Amor:
Os Elfos amam os outros seres vivos, seja um ser vivo seja outro Elfo, uma Fada, um Humano, uma Sereia, uma árvore, uma pedra...
Natureza:
Os Elfos não sobrevivem sem a natureza, se um Elfo cortar uma árvore por exemplo ele pega velhice.
Corpo:
Um Elfo tem orelha pontuda, corpo ágil, tem sentidos mais agudos o dom da magiae depois dos 21 anos não envelhece mais.
Sonho:
Um Elfo é um sonho.
Morte:
Elfos são imortais, mas e passarem para o mundo dos humanos podem se tornar mortais. E também se for um Elfo malvado ele pode pergar a mortal doença que só afeta os Elfos: a velhiçe. A velhiçe começa dentro do corpo do Elfo malvado, quando o corpo dele decide parar de funcionar e se destroi. Começa pelo Rin, um dos Rins resolve expludir e o outro o segue, o Elfo só sente como uma bombinha dentro dele. Quando começa o Elfo lentamente vai perdendo a memória e os ossos começam a se desintregar. Depois ele sente como se alguém tivesse chutado seu estomaço e vomita seus intestinos. a sua bexiga vaza. Os olhos ficam mudando de cor até o Elfo ficar cego. O pulmão enche de muco e ele perde o ofato e respira com muita dificuldade. O primeiro osso que se desintrega totalmente é o osso do ouvido e o Elfo perde a audição. Ha essa altura todos os orgãos vitais já se desintregaram e tudo que funciona é o coração que bate cada vez mais devagar, o cérebro que não se lembra de mais nada e a voz que vai ficando cada vez mais roca até sumir. O cérebro para e o caração dá suas ultimasbatidas. Isso tudo em torno de um dia. Velhiçe em Loe significa: desintregação.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Viajem em um poema
Gostava de ficar quieta num canto, escrevendo poemas sobre um cavaleiro que sempre derrotava a Treva. Todos a achavam louca, naquele silêncio, escrevendo seus poemas.
Um dia essas histórias se tornaram realidade! Era um dia chuvoso e frio, e Alexandra estava vestindo um short vermelho com uma blusa preta, sentada em cima da cama com uma luminária, escrevendo sobre seu cavaleiro:
Lost in my mind
Perdida em minha mente
Quando é difícil encontrar um caminho
I'm captured by the dark
Sou capturada pelo escuro
I'm trapped in an illusion
Eu estou aprisionada em uma ilusão
Sozinha comigo mesma
In a eternal sleep
You've gotta 'waken me
Você precisa me acordar
Through the battle and the glory
You're the hero in my story
Você é o herói da minha história
Brilhando brilhantemente
Você é o meu superstar
Você é a minha luzYou're my tourch
Você é a minha tocha
Você é o meu guia através da escuridão
Shining brightly
Brilhando brilhantemente
Você é o meu superstar
You tore down my walls
Você estabelece minhas paredes
Você lutou para mudar interiormente
Wrapped tightly around me
Envolvido firmemente em torno de mim
You whisper in my ear
Você sussurra nos meus ouvidos
Potanto, só eu posso ouvir
Suas mãos me manterão firme
Na minha??? Você encontará
Fechada para
A negatividade
Fechada para
Todos os pesadelos que me assombram
Você é o motivo
Porque eu sou livre
Medo de peder minha voz
Tudo o que escuto é o forte barulho
Você respira dentro de mim
Você ouve quando ninguém me escuta
Você conhece esta canção
Você é a única harmonia
Quando eu perdi a minha melodia
Você a cantou de volta para mim
Ela sempre escrevia em inglês para ninguém entender logo de cara.
De repente, um vento forte entrou no quarto, Alexandra olhou, mas a porta estava fechada, a janela também. Ela olhou para o ventilador e ele estava funcionando. Mas Alexandra não tinha ligado. Estava tremendo de frio e desligou o ventilador e se cobriu, mas ainda sentia muito frio. Fechou os olhos devagar.
Sentindo uma cutucada em seu ombro, acordou assustada. À sua frente estava um... não posso dizer que ele era um homem, nem uma pessoa, parecia uma sombra de uma pessoa. Com a respiração ofegante, Alexandra se encolheu. Era a Treva que ela descrevera em seus poemas.
Olhou de novo, devagar, para ver se ainda estava lá, mas sim, ela estava, parada, olhando para Alexandra com seus olhos embaçados, avermelhados. A garota fechou os olhos de novo. Esperando a Treva sair.
A Treva a amarrou em cordas e a carregou. Alexandra abriu os olhos para ver onde estava. Parecia um calabouço com esqueletos presos a correntes na parede, assim como ela estava. Alexandra se revirava, tentando se libertar das correntes.
- O que você quer comigo?! – perguntou ela assustada.
A Treva se virou:
- DOLEI, olei WORLD a FORGI SEG EIM ICO NO!- disse com sua voz grave e profunda.
- Mas o que você quer dizer com isso? – perguntou Alexandra confusa.
A Treva não respondeu. Alexandra fechou os olhos se pôs a chorar. Então, com um grande estrondo, a porta do calabouço caiu. Alexandra olhou e não acreditou: era o cavaleiro de seus poemas!
Vestido como Robin Wood, em azul. O cavaleiro desceu as escadas em cima da porta quebrada, como se fosse um surfista em uma prancha de surfe. Deu alguns passos em direção àquela sombra:
- Solte a Alexandra,Treva!- exclamou ele.
- never! (Nunca!)– respondeu ela.
O cavaleiro pegou sua espada e a apontou para a inimiga.
- Então eu te desafio! – disse.
Correu na direção da Treva, cruzando a espada em seu corpo negro, mas viu que era inútil. Então, afastou-se, tirando um livro de seu cinto.
- URLEIMEIDEIOLEI TELE! (“Por todos os poderes do Mundo dos Sonhos, se teletransporte!)– o cavaleiro disse.
A sombra encolheu-se rapidamente e desapareceu num puff. O cavaleiro virou para Alexandra e a soltou das correntes. Subiu a escada correndo, parou no meio, apressado:
- Venha! Não temos muito tempo! O feitiço é temporário! – exclamou.
Alexandra começou a subir as escadas, e ele a esperou, e subiram juntos as escadarias. Saíram correndo do alçapão onde ficava o calabouço e correram pela floresta escura, até um ponto que o sol conseguia iluminar, e pararam para respirar. Alexandra olhou em volta:
- Onde estou? – perguntou.
- No Mundo dos Sonhos! No país-continente Orck! – respondeu ele.
- Como assim? - perguntou Alexandra.
- Existem quatro países, cada um deles do tamanho de um continente... – respondeu ele.
- Não, disso eu sei! Mas como assim Mundo dos Sonhos?! – interrompeu Alexandra.
- É – continuou ele - Mundo dos Sonhos. O mundo real tem uma estranha ligação com o Mundo dos Sonhos. Toda vez que você sonha, vem para cá. Alguns vão para o continente dos Elfos, outros para o continente das Fadas, outros ainda para o continente dos humanos e outros para cá, o continente dos Orcks. Depende de cada tipo de sonho.
Alexandra sentou na grama: - Mas se isso é um sonho então... por que eu tô cansada?!
Ele sentou com ela e respondeu: - Você tem uma ligação muito forte! Tão forte que o Mundo dos Sonhos passa a ser outra realidade pra você.
- Então, tudo que eu sonhar vira realidade aqui? – perguntou Alexandra.
- Bem... – disse ele.
Alexandra fechou os olhos e disse: - Ótimo! Eu tô sonhando que estou em casa! Sentada na minha cama.
Abriu os olhos, mas ele ainda estava lá. Ele sorriu e disse:
- É isso o que eu tava tentando te explicar! Tem que saber fazer magia para virar realidade aqui.
Alexandra suspirou:
- Magia?
- É, magia. Você não acredita? – disse ele.
- Mais ou menos – respondeu Alexandra – Mas você é um sonho meu. Eu escrevi poemas e tudo sobre você! E aquela sombra!
Alexandra estava confusa. Colocou a cabeça entre as pernas, sentiu a mão dele em suas costas.
- É, eu sei. Você me fez existir. Mas esqueceu de me dar um nome – disse ele.
Alexandra levantou a cabeça:
- Sério?! – disse ela - Me desculpe! Vou te dar um agora! Que tal... Zack? Um nome bem importado! Dos Estados Unidos!
Ele sorriu para ela: - Gostei! – disse Zack.
Alexandra olhou para os lados, novamente perturbada.
- Mas como eu saio deste mundo?
Zack fez sinal para ela parar de falar:
- Espere. – disse - Ela está aqui.
Pegou a mão de Alexandra e sussurrou em seu ouvido:
- Corre!
Correram o mais rápido que puderam.
- Temos que ir para Tuí! – exclamou Zack.
- Quê?! – perguntou Alexandra.
Zack não disse mais nada. Eles saíram da floresta até um píer. O dia estava escuro, com nuvens de chuva, não se via mais o sol.
- Temos que pegar um navio que vá até Tuí! – disse Zack.
Alexandra alcançou Zack:
- Mas onde fica Tuí?! – perguntou.
- Fica fora deste continente. – disse Zack, abaixando-se e sussurrando no ouvido de Alexandra: - Você descobrirá!
Alexandra arregalou os olhos:
- Espere! Esse é o meu poema! Ele está virando realidade! Mas como era mesmo?
Zack cantou de volta o poema para Alexandra.
Lost in my mind When a path is hard to find I'm captured by the dark I'm trapped in an illusion Alexandra continuou:
Left on my own The world empty and alone In a eternal sleep
You've gotta 'waken me Zack e Alexandra terminaram:
Through the battle and the glory You're the hero in my story Shining brightly You are my superstar
You're my light You're my tourch You are my guide through the dark Shining brightly
You are my superstar...
- É isso! – disse Alexandra estalando os dedos - Está acontecendo de verdade! Você disse sussurrando no meu ouvido que eu ia encontrar! Eu esqueci a melodia e você a cantou de volta pra mim! Você me resgatou da Treva! E me guiou! You are my superstar!
Zack sorriu:
- Eu sei.
Alexandra se virou:
- Isso está muito confuso!
Zack a abraçou forte e disse:
- Eu estou aqui para te ouvir.
Alexandra se soltou e devolveu:
- Pra começar... – exclamou ela – Por que o meu poema está se tornando realidade?! Por que eu posso tocar em você, se você é só uma ilusão?!
Alexandra esticou a mão e tocou no peito de Zack, bem onde fica o coração.
- Eu sou mais que só uma ilusão. - disse ele - Eu sou uma realidade! Igual ao seu poema.
Alexandra recolheu sua mão:
- Mas é assustador! – disse ela.
O céu começou a clarear, e raios de sol brilhavam sobre Zack. Ele sorriu.
- Temos que ser rápidos! – disse ele, virando-se e apontando para um dos navios no píer. - Aquele navio vai para Tuí. De jeito nenhum deixe que eles vejam seus olhos.
Alexandra perguntou por quê:
- Porque todos os Orcks são do mal, os olhos deles nunca brilham! – respondeu Zack.
Eles se misturaram à multidão de Orks que subiam para o navio com a cabeça abaixada. O barco zarpou, e eles passaram a viagem toda trancados no quarto. Quando o barco finalmente parou, saíram correndo e impediram que qualquer Ork saísse do navio passando um trote para o capitão.
Alexandra sorriu olhando para a cidade:
- Tuí é muito mais linda do que onde a gente estava! – disse.
Zack colocou sua mão no ombro dela:
- Ainda não estamos em Tuí.
- Você já esteve aqui? – perguntou Alexandra.
- Não. – respondeu Zack
- Então como você sabe?
Zack apontou para uma placa em que estava escrito Guyer (na língua dos Elfos, LOE, Guyer significa “esperança”).
- Porque aquela placa diz que estamos em Guyer. – respondeu.
- Sério? Então como chegamos em Tuí?
Zack se aproximou de um grupo de pessoas:
- MI SOLINEI OR Tuí A FHIGT OR ALI?! – perguntou (“Como eu chego a Tuí?”) – perguntou.
- OLEI FLY NO DRAGÃO fig Reason a dream a tuí! (“Você tem que pegar um Dragão e voar até Reason, e de Reason até Dream e de Dream até Tuí.”) – respondeu uma garota de boné.
- BYE! (“Tchau”) – disse Zack
- Que tipo de língua maluca é essa que você falou? E o que elas falaram? -perguntou Alexandra.
- Se chama loe - respondeu Zack É a língua falada neste continente e um pouco no continente dos Orks e no das Fadas. Mesmo sendo originária daqui. Eles disseram que para chegar até Tuí é preciso pegar um dragão para Reason e depois para Dream e aí para Tuí, já que não tem direto para Tuí. Venha, é por aqui!
E eles saíram do píer. Alexandra e Zack andaram em direção a uma pista de terra, em frente a um grande prédio. Parecia com um aeroporto, mas a pista era de terra e tinha um prédio parecido com uma casinha de cachorro, mas gigante.
- Por que aquela casa de cachorro é tão grande? – perguntou Alexandra.
- Porque não é para um cachorro.
- É pra quem?
- Para Dragões! – exclamou Zack.
Alexandra suspirou assustada. Ela via os Dragões como demônios alados, que raptavam doces princesas.
- Mas os dragões são bonzinhos, pelo menos a maioria... – continuou Zack.
- Tem malvados? – interrompeu Alexandra.
- Claro! Mas você acha que deixariam a gente voar em um Dragão malvado?
Alexandra pensou um pouco e disse: - Não mesmo.
Entraram pelas portas deslizantes, pegaram a passagem e foram para a pista de vôo, onde o Dragão já estava esperando por eles.
- Eu não vou voar nisso! – exclamou Alexandra com medo.
- Ele não vai te fazer nenhum mal! – disse Zack.
Alexandra olhou bem no fundo dos olhos castanhos de seu herói e confiou nele. A viagem foi bem tranqüila. Durou só duas horas. Alexandra ficou abraçando forte Zack até descerem o último degrau da escada. Entraram rapidamente e foram até o distribuidor de passagens.
- Duas passagens para Dream, por favor. – pediu Zack.
A balconista olhou para eles:
- De dragão? – disse.
- Sim, por favor. – respondeu Zack.
- Vocês sabem do aniversário de Dream, que vai ser amanhã, né? – perguntou ela.
- Pra falar a verdade... não. Mas pode nos dar logo a passagem? – respondeu Alexandra.
- Acontece que todos os horários de Dragão hoje estão lotados, mas vocês podem pegar a baleia-toupeira, são só mais duas horas de viagem. – respondeu.
- O que é uma baleia-toupeira? – perguntou Zack.
- É uma baleia mecânica, gigante, que serve como metrô.
- Então para o próximo horário, por favor. – disse Zack.
- Vai ser daqui a 3 horas. Pegue.
- E o que a gente pode fazer durante esse tempo? - Zack perguntou pegando as passagens.
- Que tal um piquenique em Guí? – respondeu a balconista.
- Então, tá.
- Onde fica Guí? – perguntou Alexandra.
- Saia do aeroporto de dragões e vire à esquerda duas vezes e uma para a direita.
- Obrigado! – disse Zack.
Saíram do aeroporto de dragões:
- Ela disse para virar duas vezes à direita e uma para a esquerda ou duas para a esquerda e uma para a direita? - perguntou Alexandra.
- Acho que era duas para a direita e uma para a esquerda.
E assim pegaram o caminho errado, parando em um beco escuro
- Acho que eram duas para a esquerda e uma para a direita. – disse Alexandra.
- Enquanto você acha, eu tenho certeza! – exclamou Zack.
Eles se viraram, e estranhamente cresceu uma parede na abertura para a rua.
- E agora, Zack? – perguntou Alexandra.
Zack tirou sua espada e avançou contra a parede, cortando-a ao meio.
- Que espada afiada! – exclamou Alexandra.
- Ela é encantada. Pode cortar qualquer coisa, menos fantasmas e espíritos. Se eu não tivesse a magia do meu lado, não estaria falando com você agora.
Eles seguiram até o aeroporto de dragões e foram pelo caminho certo.
- Como foi que você teve a idéia de me criar? – perguntou Zack, curioso.
Alexandra olhou para as flores que dançavam ao vento.
- Eu estava vendo Robin Wood! - respondeu ela - Foi dele que vieram suas roupas. E desde aí você criou personalidade própria.
-
Ela sorriu e olhou para o céu azul sem nenhuma nuvem.
- Mas o meu nome vem de onde? – perguntou Zack.
- Eu sempre gostei de Zack, por causa da pronúncia. Você deve falar loe perfeitamente, né? – Alexandra olhou para ele.
- Sei. – respondeu Zack.
- Então você consegue traduzir o que a Treva disse pra min antes de você entrar?
- O que ela falou? – perguntou Zack.
- Algo do tipo DOLEI, olei WORLD a FORGI SEG EIM ICO NO FORGI MUNDO DOS SONHOS SEG! – disse Alexandra.
- Ele disse, bem, você é do Mundo Real e todos têm poderes que os do Mundo dos Sonhos não têm! – traduziu Zack.
- Sério? – perguntou Alexandra.
- Sério. Quando você está no Mundo Real, tudo o que você escreve vira realidade aqui. Mas só funciona se você estiver no Mundo Real. – explicou Zack.
- Legal. – exclamou Alexandra sorrindo.
- Mas muitos demônios se aproveitam disso e seqüestram pessoas inocentes só para tornarem realidade seus desejos egoístas. – explicou Zack.
-
Alexandra desmanchou o sorriso: - Essa parte não é legal. – disse.
Zack olhou para o céu:
- Tem relógio? – perguntou.
- Não. – respondeu Alexandra.
- É melhor voltarmos. – disse Zack.
-
E os dois voltaram para o aeroporto de dragões, desceram as escadas e pegaram a baleia-toupeira. Alexandra conversou com Zack para espantar o silêncio.
- Você já esteve em Dream?- perguntou.
- É a primeira vez que piso neste continente. - disse Zack.
A baleia-toupeira parou de repente. Com isso, Zack e Alexandra bateram com a cabeça nos bancos à frente deles.
- Por que parou?- se perguntou Zack.
As luzes se apagaram. Zack tentou segurar a mão de Alexandra, mas ela não estava mais ao seu lado. Ele olhou para os lados, mas nada viu.
Entre as vozes dos outros passageiros, reclamando da falta de luz, ele ouviu Alexandra gritando. Foi atrás do grito e tropeçou ao sair em um dos dentes da baleia-toupeira. Ele olhou para todos os lados, a baleia-toupeira estava na estação, mas não entendeu por que ninguém mais saiu.
Fechou os olhos e ouviu outro grito de Alexandra. Olhou na direção de onde vinha o grito: a Treva estava seqüestrando Alexandra de novo.
- Me solta!
Alexandra tentava chutar o “rosto” da Treva, mas de nada adiantava, ela não era de carne e osso, ela era um demônio.
- Socorro! - gritava, mas ninguém enfrentava a Treva. - Cadê o Zack?- perguntava-se desesperada.
Saíram da estação. Alexandra tinha reparado que todos de Reason e Guyer tinham orelhas meio pontudas, que nem a dos Elfos, mas ninguém da cidade de Dream tinha orelhas pontudas. Fechou os olhos de medo, seu coração disparava. Só abriu os olhos de novo quando sentiu suas mãos sendo presas novamente num calabouço.
Mas ela não era única lá, tinha mais garotas.
Uma de boné e de cabeça abaixada que não dava para ver seu rosto, de bermuda rasgada, blusa vermelha por cima de uma amarela.
Outra de cabelos castanhos e de cabeça também abaixada, de calça comprida que parecia ser dois números maiores do que o dela.
Outra de cabelos ondulados e loiros, usando um lindo vestido azul. E a do seu lado tinha cabelo preto curto e franjinha, bermuda dobrada no final e blusa verde de alça.
Ela olhou para Alexandra:
- Quem é você?- disse a de franjinha.
- Eu sou a Alexandra, e vocês?
- Eu sou a Paula, princesinha de Dream. - respondeu a de franjinha.
- Eu sou a Sabrina, princesinha de Reason. – acrescentou a de cabelos castanhos.
- Eu sou a Gabriela, princesinha de Sannyday. – disse a de cabelos loiros.
Paula olhou para a garota de boné:
- Sabrina, vê se a Laura não dormiu ali pendurada.
Sabrina cutucou a garota de boné e respondeu mexendo a cabeça, fazendo sinal de sim.
- Quem consegue dormir nesse desconforto? – perguntou Alexandra.
- A Laura. Se ela quer alguma coisa, ela consegue! É uma coisa impressionante!- disse Sabrina - No começo, ela não queria ser uma princesinha, mas acabou que viramos um novo tipo de princesas. Graças a ela.- disse Gabriela.
- Onde estamos? – perguntou Laura acordando.
- Você não se lembra? - perguntou Paula.
- Depois daquelas horas ouvindo o povão reclamar, eu não me lembro de mais nada.- disse Laura.
- Aquilo foi realmente muito chato! – afirmou Sabrina.
- Depois de ouvir a reclamação do povo, Laura dormiu, por isso ela não se lembra de nada. – disse Gabriela.
- Eu tive um sonho péssimo... Eu estava na escola e não sabia nada da prova! – disse Laura.
- Hoje ia ter prova?- perguntou Paula.
- Era teste surpresa. E foi surpresa mesmo, porque eu não sabia nada! – disse Laura com voz de assustada.
- Mas você não ter estudado, isso não é lá grande novidade. – disse Sabrina.
Sabrina, Paula e Gabriela riram.
- Há... Há... Há... Muito engraçado. – disse Laura com sarcasmo - Mas, e aí, quem é você?- perguntou a Alexandra.
- Eu sou a Alexandra.
- Eu acho que já te vi na escola. Você não é aquela garota que escreve aqueles poemas lindos, sobre aquele cavaleiro que sempre derrota a Treva?- perguntou Laura.
- Sim, você acha os meus poemas lindos?
- Tenho certeza. Ah, é! Eu sou a Laura, princesinha de Tuí! – respondeu Laura.
- Zack disse que eu tenho que chegar até Tuí para voltar para casa.- disse Alexandra.
- Quem é Zack?- perguntou Sabrina.
- É como eu chamo aquele herói dos meus poemas.- respondeu Alexandra.
A Treva se virou para elas, zangada:
- ACABAR TALK ICO TUERYN mi! (“Parem de conversar!”) – disse, mostrando seus olhos vermelhos.
- O que ela disse?- perguntou Alexandra.
- NEVER! (“Nunca”) - disse Paula para a Treva.
- Aê, Paula! Já tá falando LOE perfeitamente!- disse Laura, comemorando.
- QUQUE! (“Congelar”) – disse a Treva apontando o que parecia ser seu dedo para elas.
As cinco congelaram. A única parte do corpo que Alexandra conseguia mexer era seus olhos. Ela olhava para a porta desejando que Zack aparecesse, como na última vez. Então, aconteceu. Zack chutou a porta, que deslizou pelos degraus. Atrás de Zack apareceu mais um cavaleiro, que estava vestido quase igual a ele.
Eles desceram as escadas rapidamente e falaram ao mesmo tempo:
- EMBER! (“Fogo”).
As meninas descongelaram e as correntes se quebraram. Eles correram para Laura e Alexandra.
- Demorei?- disse o outro cavaleiro segurando a mão de Laura.
- Demorou. – disse Laura fazendo uma piada.
Zack abraçou Alexandra.
- E eu?- perguntou Zack.
- Nem tanto.
Alexandra soltou Zack, o outro cavaleiro se virou para a Treva e rosnou como um cachorro. Zack segurou a Treva pelos braços:
- Como você ousa seqüestrar Alexandra pela segunda vez?!- disse Zack.
O outro cavaleiro, que se apresentou a Alexandra, se chamava Filipe e se pôs na frente dela.
- URLEIMEIDEIOLEI LIQUE DIQUIE KAPPA! – disse Filipe.
A sombra encolheu rapidamente e desapareceu num puff. Laura se aproximou do lugar onde estava a Treva antes desta desaparecer.
- Para onde você a mandou?- perguntou Laura.
- Para onde ela merecia ir.- disse Filipe.
- Não temos muito tempo! – exclamou Zack.
Subiram as escadas correndo. Alexandra abriu a porta e perguntou:
- Zack, já estamos em Dream?
- Eu conheço Dream como a palma da minha mão, e não estamos em Dream.- disse Paula.
- Estamos em Shisher.- afirmou Laura.
- Shisher?- perguntou Alexandra, mas não obteve respostas.
Passaram por onde estava a porta, antes de Zack e Filipe a quebrarem. Enquanto Laura, Paula, Sabrina Filipe e Gabriela subiam em outro Dragão, muito maior do que o dragão do aeroporto de dragões do lado de fora, Zack tentava convencer que Raicog, o tal Dragão, era bonzinho.
- Vem, Alexandra, o Raicog é bonzinho.- disse, dando a mão para Alexandra subir.
- Quem me garante?
- Eu.- disse Zack com os olhos brilhando.
- E nós.- afirmou Paula com um sorriso amigável.
- O único problema é que, quando ele voa, fica balançando. – disse Sabrina fazendo caretas ao lembrar de cenas em que estava voando em Raicog e... Vomitou.
- Eu já perdi as contas de quantas vezes voei nele. – disse Laura.
- E eu conto nos dedos as vezes em que me machuquei com ele, mas foi tudo quando eu estava montando ou descendo – disse Filipe.
Alexandra passou a confiar mais em seus amigos e nos dragões depois dessas palavras, subiu no Raicog e voaram quase tranqüilamente. Ela se lembrou que, em Reason e em Guyer, todos que pareciam ser moradores locais tinham orelha meio pontuda, e em Shisher, não.
- Por que em Reason e em Guyer - perguntou Alexandra – os moradores locais têm orelhas pontudas e em Shiser, não?
Laura se virou para ela:
– Isso começou há vários anos. Os elfos foram expulsos do continente dos humanos por serem diferentes, mas levaram uma pequena população humana com eles. Os humanos tiveram filhos, mas os pais morreram de uma doença misteriosa, que só afetava os humanos. Seus filhos sobreviveram e foram criados por família de elfos. Cresceram. Quando descobriram que não eram elfos, se juntaram e formaram Shisher, que em Loe significa “mentira”. – explicou Laura.
Tonta com as ondulações de Raicog, Alexandra disse:
- Quanto tempo vai levar?
Todos olharam para ela.
- Pouco, o Raicog é o mais rápido dos Dragões.- afirmou Laura.
- Ele chega até a velocidade da luz.- disse Filipe.
- Até já chegamos.- disse Laura.
Raicog pousou fazendo círculos e deixando todos tontos. Laura, Alexandra, Zack e Filipe desceram.
- Laura... eu, Gabriela e a Paula vamos para as nossas cidades.- disse Sabrina se despedindo com um aceno de mão.
- É mesmo! – disse Paula - Com o aniversário de Dream sendo amanhã, tenho muito que fazer! Tchau!- Paula acenou.
- Tchau! – disse Gabriela acenando que nem Paula e Sabrina.
Raicog levantou voou até o céu. Zack, Laura, Filipe e Alexandra ficaram olhando até não poder mais vê-las.
Depois, olhando em volta, Alexandra correu para ver a água cristalina.
- Nossa, é tão lindo! - disse Alexandra - É tão transparente que dá pra me ver! Parece ser de cristal.
Laura chegou por trás de Alexandra, devagar.
- É por isso que chamam de Lago de Cristal.- disse Laura, assustando Alexandra.
- Que lindo!- exclamou Alexandra.
- É mesmo. - afirmou Laura.
- Sabe, Laura? Esses últimos dias pareceram um pesadelo, mas agora, em Tuí, parece um sonho! – exclamou Laura.
Elas se olharam.
- Mas você quer voltar para casa?- perguntou Laura.
- É complicado! Tem um lado meu que quer ficar e o outro quer voltar pra casa.- disse Alexandra.
Laura olhou para seus tênis:
- Também acho - disse Laura - Mas sempre tem um motivo que me faz ir e voltar.
Alexandra esfregou seu rosto, estava chorando com as lembranças que passavam como um slide à sua frente.
- Como assim?- perguntou Alexandra.
Laura caminhou em volta do Lago de Cristal e Alexandra foi atrás.
- Como princesinha de Tuí - disse Laura - tenho muitas responsabilidades aqui e tenho que visitar Tuí diariamente.
Laura olhava para frente, como que se lembrasse de algum momento bom, e soltou uma leve risada.
- Mas, e a escola?- perguntou Alexandra.
- Quando a gente vem para cá é como sonhar acordado. - disse Laura - A nossa mente pode voar, mas nosso corpo fica para aturar as chatices do dia-a-dia.
Laura sentou em uma pedra e Alexandra sentou junto.
- Mas, então... como eu sinto o vento no meu rosto, a água do Lago de Cristal e a grama? – perguntou Alexandra.
Naquele instante soprou um forte ventou, Laura segurou o boné, para ele não voar.
- É como se você estivesse mesmo aqui. - disse Laura - A sua parte que ficou na Terra é como se fosse um clone: ele fica e você vai. Com o tempo, ele se acostuma a ser você. É por isso que eu tenho sempre que voltar.
Laura mexeu na água cristalina do Lago de Cristal, fazendo pequenas ondinhas nela.
- Então, agora tem um “clone” meu lá na escola?! – perguntou Alexandra espantada.
- É. Você tem que voltar ainda hoje. - afirmou Laura.
- Mas já há um mês que eu tô neste mundo!- disse Alexandra.
- O tempo passa mais rápido aqui. - disse Laura.
Com um sorriso, Laura ficou olhando a linda paisagem à sua frente, o Lago de Cristal e as montanhas de Tuí atrás. Depois, voltou a falar:
- Todo o tempo em que você ficou aqui só passou um dia lá. Mas eu ficaria todo o tempo da minha vida só olhando Tuí! – Laura soltou um riso.
- É melhor eu voltar agora! - afirmou Alexandra.
- Eu sei como voltar! – disse Laura - Mas antes você tem uma escolha a fazer...
Laura tirou seu sorriso da cara e mostrou que estava falando sério.
- Qual? – perguntou Alexandra.
- O Zack vem ou fica? – perguntou Laura.
Alexandra olhou para seu reflexo na água:
- Eu não vou escolher, ele é que vai! - afirmou Alexandra, explicando toda a história para Zack.
- QUÊ?! – disse Zack com espanto.
- É... – disse Alexandra - Você vem comigo ou fica?
Ele se virou e respondeu:
- Eu acho que não me adaptaria no seu mundo. Sempre vivi neste, e agora vou para um mundo qualquer.
Alexandra se aproximou segurando a mão de Zack, tristemente.
- Seja qual for sua escolha, eu vou te apoiar!
Por um tempo eles se olharam nos olhos, em silêncio. Zack aproximou seu rosto para bem perto do de Alexandra.
- Eu fico - sussurrou em seu ouvido - mas me dê uma despedida.
Alexandra suspirou e beijou Zack.
- Que lindo!- disse Laura – Né, Filipe?
Filipe olhou nos olhos dela:
- Sim. – confirmou.
- Eu me lembro – lembrou Laura – quando a gente começou um caminho sem volta.
Alexandra se afastou de Zack com uma cara de tristeza.
- Eu estou pronta! – disse, virando-se para Laura.
- Certo! – afirmou Laura.
Elas caminharam em direção oposta ao Lago de Cristal, deixando Zack e Filipe para trás.
- Você não vai com elas? – disse Zack.
Filipe balançou a cabeça dizendo não.
- A Laura tem uma qualidade muito especial. - disse Filipe - Ela gosta de fazer o que é mais divertido, mesmo sendo o mais difícil ou errado de se fazer.
Filipe virou-se para o Lago de Cristal.
- E desde quando isso é uma qualidade? – perguntou Zack.
- Ela é uma caçadora de aventuras. – afirmou Filipe.
Alexandra e Laura caminharam até uma árvore gigante de mais ou menos mil anos, com um grande furo no meio como se fosse um túnel.
- Por que ela tem esse túnel no meio? – perguntou Alexandra.
- Ninguém sabe ao certo – disse Laura esfregando sua mão no grosso tronco da Árvore da Escapatória. – Mas ela tem mais de mil anos. A princesa Katrina plantou uma semente assim que nasceu, ela cresceu junto com esta árvore. Um pouco antes de ter suas filhas, ela fez um feitiço e este buraco apareceu bem no meio. Ela o usava como portal para outro mundo. Séculos depois descobriram que o outro mundo era o Mundo Real. E agora só as descendentes da realeza usam esta saída.
Laura se afastou e ficou ao lado de Alexandra em frente ao túnel.
- Uma delas é você? – perguntou Alexandra.
- Sim, a Sabrina e a Paula são as outras. – respondeu Laura – Mas eu sou muito parecida com a princesa Katrina. Naquela época, só podia ter um filho por marido, ela se casou duas vezes, mas teve três filhas. Alguns dizem que ela se clonou, mas foi uma magia que se perdeu com o tempo.
Elas entraram no túnel, estava muito escuro.
- Como saberemos que chegamos ao final? – perguntou Alexandra.
- Você não chega ao final. – respondeu Laura – O final é que chega até você!
Alexandra estranhou a resposta de Laura, mas, antes de perguntar, foi cegada por uma luz que apareceu de repente à sua frente. Acordou de volta em seu quarto, tudo parecia normal. Olhou a folha de papel em que tinha escrito seu poema, levantou-a, e viu que tinha outro poema embaixo dele, mas ela não o tinha escrito. Ela leu:
Sharada
Once upon a time there was a girl
Era uma vez uma garota
Você não a chamaria de típica
Ela tinha sua própria definição de legal
Ela vivia em seu próprio mundo
Ela tinha seu próprio estilo, suas próprias regras
Ela brincava como se fosse normal
Ninguém sabia seu nome
Pra ela a vida era um grande jogo
Ela tem a cabeça nas nuvens
Não se sabe se ela vai descer
Ela não consegue ir pra cama
Porque aquela música não sai da cabeça dela
Sonhar o dia todo
É tudo o que ela faz
Desde que ela era uma criancinha
Os pofessores achavam que ela era lerda
Mas ela só estava sonhando com seu próprio show
E quando disseram que ela delirava
Ela não ligouShe's just oblivious
Ela é apenas distraída
Ela gosta de deixar todo mundo curioso
Um dia ela será famosa
Zack
Ela abraçou o papel e o guardou com o maior carinho.
FIM...
Ou será que não?