sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Viajem em um poema


(os poemas que aparecem nesta história são cançoes cantadas por Skye Alexandra Sweetnam,qualquer semalhança com a vida real... não é mera coisidencia. E na hora do teatro... cortaram as melhores partes!!)


Alexandra era uma garota solitária, não tinha melhor amiga, tinha poucos amigos. Era muito difícil de fazer amizade com ela.

Gostava de ficar quieta num canto, escrevendo poemas sobre um cavaleiro que sempre derrotava a Treva. Todos a achavam louca, naquele silêncio, escrevendo seus poemas.

Um dia essas histórias se tornaram realidade! Era um dia chuvoso e frio, e Alexandra estava vestindo um short vermelho com uma blusa preta, sentada em cima da cama com uma luminária, escrevendo sobre seu cavaleiro:

Lost in my mind
Perdida em minha mente
When a path is hard to find
Quando é difícil encontrar um caminho
I'm captured by the dark
Sou capturada pelo escuro
I'm trapped in an illusion
Eu estou aprisionada em uma ilusão
Left on my own
Sozinha comigo mesma
The world empty and alone
O mundo vazio e sozinho
In a eternal sleep
Em um sono eterno
You've gotta 'waken me
Você precisa me acordar
Through the battle and the glory
Através da batalha e da glória
You're the hero in my story
Você é o herói da minha história
Shining brightly
Brilhando brilhantemente
You are my superstar
Você é o meu superstar
You're my light
Você é a minha luzYou're my tourch
Você é a minha tocha
You are my guide through the dark
Você é o meu guia através da escuridão
Shining brightly
Brilhando brilhantemente
You are my superstar
Você é o meu superstar
You tore down my walls
Você estabelece minhas paredes
You fought your way inside
Você lutou para mudar interiormente
Wrapped tightly around me
Envolvido firmemente em torno de mim
And carried me to safety
E levou-me à segurança

You whisper in my ear
Você sussurra nos meus ouvidos
So only I can hear
Potanto, só eu posso ouvir
Your hands will hold me tight
Suas mãos me manterão firme
On my ??? you will find
Na minha??? Você encontará
Shut out
Fechada para
The negativity
A negatividade
Shut out
Fechada para
All the nightmares haunting me
Todos os pesadelos que me assombram
You are the reason
Você é o motivo
Why I'm free
Porque eu sou livre
Afraid to loose my voice
Medo de peder minha voz
All I hear is the loud noise
Tudo o que escuto é o forte barulho
You're breathing into me
Você respira dentro de mim
you hear when no one's listening
Você ouve quando ninguém me escuta
You know this song
Você conhece esta canção
You're the only harmony
Você é a única harmonia
When I lost my melody
Quando eu perdi a minha melodia
You sang it back to me
Você a cantou de volta para mim

Ela sempre escrevia em inglês para ninguém entender logo de cara.
De repente, um vento forte entrou no quarto, Alexandra olhou, mas a porta estava fechada, a janela também. Ela olhou para o ventilador e ele estava funcionando. Mas Alexandra não tinha ligado. Estava tremendo de frio e desligou o ventilador e se cobriu, mas ainda sentia muito frio. Fechou os olhos devagar.

Sentindo uma cutucada em seu ombro, acordou assustada. À sua frente estava um... não posso dizer que ele era um homem, nem uma pessoa, parecia uma sombra de uma pessoa. Com a respiração ofegante, Alexandra se encolheu. Era a Treva que ela descrevera em seus poemas.

Olhou de novo, devagar, para ver se ainda estava lá, mas sim, ela estava, parada, olhando para Alexandra com seus olhos embaçados, avermelhados. A garota fechou os olhos de novo. Esperando a Treva sair.

A Treva a amarrou em cordas e a carregou. Alexandra abriu os olhos para ver onde estava. Parecia um calabouço com esqueletos presos a correntes na parede, assim como ela estava. Alexandra se revirava, tentando se libertar das correntes.

- O que você quer comigo?! – perguntou ela assustada.

A Treva se virou:


- DOLEI, olei WORLD a FORGI SEG EIM ICO NO!- disse com sua voz grave e profunda.

- Mas o que você quer dizer com isso? – perguntou Alexandra confusa.

A Treva não respondeu. Alexandra fechou os olhos se pôs a chorar. Então, com um grande estrondo, a porta do calabouço caiu. Alexandra olhou e não acreditou: era o cavaleiro de seus poemas!

Vestido como Robin Wood, em azul. O cavaleiro desceu as escadas em cima da porta quebrada, como se fosse um surfista em uma prancha de surfe. Deu alguns passos em direção àquela sombra:


- Solte a Alexandra,Treva!- exclamou ele.
- never! (Nunca!)– respondeu ela.

O cavaleiro pegou sua espada e a apontou para a inimiga.

- Então eu te desafio! – disse.

Correu na direção da Treva, cruzando a espada em seu corpo negro, mas viu que era inútil. Então, afastou-se, tirando um livro de seu cinto.

- URLEIMEIDEIOLEI TELE! (“Por todos os poderes do Mundo dos Sonhos, se teletransporte!)– o cavaleiro disse.

A sombra encolheu-se rapidamente e desapareceu num puff. O cavaleiro virou para Alexandra e a soltou das correntes. Subiu a escada correndo, parou no meio, apressado:

- Venha! Não temos muito tempo! O feitiço é temporário! – exclamou.

Alexandra começou a subir as escadas, e ele a esperou, e subiram juntos as escadarias. Saíram correndo do alçapão onde ficava o calabouço e correram pela floresta escura, até um ponto que o sol conseguia iluminar, e pararam para respirar. Alexandra olhou em volta:

- Onde estou? – perguntou.
- No Mundo dos Sonhos! No país-continente Orck! – respondeu ele.
- Como assim? - perguntou Alexandra.
- Existem quatro países, cada um deles do tamanho de um continente... – respondeu ele.
- Não, disso eu sei! Mas como assim Mundo dos Sonhos?! – interrompeu Alexandra.
- É – continuou ele - Mundo dos Sonhos. O mundo real tem uma estranha ligação com o Mundo dos Sonhos. Toda vez que você sonha, vem para cá. Alguns vão para o continente dos Elfos, outros para o continente das Fadas, outros ainda para o continente dos humanos e outros para cá, o continente dos Orcks. Depende de cada tipo de sonho.

Alexandra sentou na grama: - Mas se isso é um sonho então... por que eu tô cansada?!

Ele sentou com ela e respondeu: - Você tem uma ligação muito forte! Tão forte que o Mundo dos Sonhos passa a ser outra realidade pra você.

- Então, tudo que eu sonhar vira realidade aqui? – perguntou Alexandra.
- Bem... – disse ele.

Alexandra fechou os olhos e disse: - Ótimo! Eu tô sonhando que estou em casa! Sentada na minha cama.

Abriu os olhos, mas ele ainda estava lá. Ele sorriu e disse:

- É isso o que eu tava tentando te explicar! Tem que saber fazer magia para virar realidade aqui.

Alexandra suspirou:

- Magia?
- É, magia. Você não acredita? – disse ele.
- Mais ou menos – respondeu Alexandra – Mas você é um sonho meu. Eu escrevi poemas e tudo sobre você! E aquela sombra!

Alexandra estava confusa. Colocou a cabeça entre as pernas, sentiu a mão dele em suas costas.

- É, eu sei. Você me fez existir. Mas esqueceu de me dar um nome – disse ele.

Alexandra levantou a cabeça:
- Sério?! – disse ela - Me desculpe! Vou te dar um agora! Que tal... Zack? Um nome bem importado! Dos Estados Unidos!

Ele sorriu para ela: - Gostei! – disse Zack.

Alexandra olhou para os lados, novamente perturbada.

- Mas como eu saio deste mundo?

Zack fez sinal para ela parar de falar:

- Espere. – disse - Ela está aqui.

Pegou a mão de Alexandra e sussurrou em seu ouvido:

- Corre!

Correram o mais rápido que puderam.

- Temos que ir para Tuí! – exclamou Zack.
- Quê?! – perguntou Alexandra.

Zack não disse mais nada. Eles saíram da floresta até um píer. O dia estava escuro, com nuvens de chuva, não se via mais o sol.

- Temos que pegar um navio que vá até Tuí! – disse Zack.

Alexandra alcançou Zack:

- Mas onde fica Tuí?! – perguntou.
- Fica fora deste continente. – disse Zack, abaixando-se e sussurrando no ouvido de Alexandra: - Você descobrirá!

Alexandra arregalou os olhos:

- Espere! Esse é o meu poema! Ele está virando realidade! Mas como era mesmo?

Zack cantou de volta o poema para Alexandra.

Lost in my mind When a path is hard to find I'm captured by the dark I'm trapped in an illusion Alexandra continuou:

Left on my own The world empty and alone In a eternal sleep
You've gotta 'waken me Zack e Alexandra terminaram:

Through the battle and the glory You're the hero in my story Shining brightly You are my superstar
You're my light You're my tourch You are my guide through the dark Shining brightly
You are my superstar...
- É isso! – disse Alexandra estalando os dedos - Está acontecendo de verdade! Você disse sussurrando no meu ouvido que eu ia encontrar! Eu esqueci a melodia e você a cantou de volta pra mim! Você me resgatou da Treva! E me guiou! You are my superstar!

Zack sorriu:

- Eu sei.

Alexandra se virou:

- Isso está muito confuso!

Zack a abraçou forte e disse:

- Eu estou aqui para te ouvir.

Alexandra se soltou e devolveu:

- Pra começar... – exclamou ela – Por que o meu poema está se tornando realidade?! Por que eu posso tocar em você, se você é só uma ilusão?!

Alexandra esticou a mão e tocou no peito de Zack, bem onde fica o coração.


- Eu sou mais que só uma ilusão. - disse ele - Eu sou uma realidade! Igual ao seu poema.

Alexandra recolheu sua mão:

- Mas é assustador! – disse ela.

O céu começou a clarear, e raios de sol brilhavam sobre Zack. Ele sorriu.

- Temos que ser rápidos! – disse ele, virando-se e apontando para um dos navios no píer. - Aquele navio vai para Tuí. De jeito nenhum deixe que eles vejam seus olhos.

Alexandra perguntou por quê:

- Porque todos os Orcks são do mal, os olhos deles nunca brilham! – respondeu Zack.

Eles se misturaram à multidão de Orks que subiam para o navio com a cabeça abaixada. O barco zarpou, e eles passaram a viagem toda trancados no quarto. Quando o barco finalmente parou, saíram correndo e impediram que qualquer Ork saísse do navio passando um trote para o capitão.

Alexandra sorriu olhando para a cidade:

- Tuí é muito mais linda do que onde a gente estava! – disse.

Zack colocou sua mão no ombro dela:

- Ainda não estamos em Tuí.
- Você já esteve aqui? – perguntou Alexandra.
- Não. – respondeu Zack
- Então como você sabe?

Zack apontou para uma placa em que estava escrito Guyer (na língua dos Elfos, LOE, Guyer significa “esperança”).

- Porque aquela placa diz que estamos em Guyer. – respondeu.
- Sério? Então como chegamos em Tuí?

Zack se aproximou de um grupo de pessoas:

- MI SOLINEI OR Tuí A FHIGT OR ALI?! – perguntou (“Como eu chego a Tuí?”) – perguntou.
- OLEI FLY NO DRAGÃO fig Reason a dream a tuí! (“Você tem que pegar um Dragão e voar até Reason, e de Reason até Dream e de Dream até Tuí.”) – respondeu uma garota de boné.
- BYE! (“Tchau”) – disse Zack
- Que tipo de língua maluca é essa que você falou? E o que elas falaram? -perguntou Alexandra.
- Se chama loe - respondeu Zack É a língua falada neste continente e um pouco no continente dos Orks e no das Fadas. Mesmo sendo originária daqui. Eles disseram que para chegar até Tuí é preciso pegar um dragão para Reason e depois para Dream e aí para Tuí, já que não tem direto para Tuí. Venha, é por aqui!

E eles saíram do píer. Alexandra e Zack andaram em direção a uma pista de terra, em frente a um grande prédio. Parecia com um aeroporto, mas a pista era de terra e tinha um prédio parecido com uma casinha de cachorro, mas gigante.

- Por que aquela casa de cachorro é tão grande? – perguntou Alexandra.
- Porque não é para um cachorro.
- É pra quem?
- Para Dragões! – exclamou Zack.

Alexandra suspirou assustada. Ela via os Dragões como demônios alados, que raptavam doces princesas.

- Mas os dragões são bonzinhos, pelo menos a maioria... – continuou Zack.
- Tem malvados? – interrompeu Alexandra.
- Claro! Mas você acha que deixariam a gente voar em um Dragão malvado?

Alexandra pensou um pouco e disse: - Não mesmo.

Entraram pelas portas deslizantes, pegaram a passagem e foram para a pista de vôo, onde o Dragão já estava esperando por eles.

- Eu não vou voar nisso! – exclamou Alexandra com medo.
- Ele não vai te fazer nenhum mal! – disse Zack.

Alexandra olhou bem no fundo dos olhos castanhos de seu herói e confiou nele. A viagem foi bem tranqüila. Durou só duas horas. Alexandra ficou abraçando forte Zack até descerem o último degrau da escada. Entraram rapidamente e foram até o distribuidor de passagens.

- Duas passagens para Dream, por favor. – pediu Zack.

A balconista olhou para eles:

- De dragão? – disse.
- Sim, por favor. – respondeu Zack.
- Vocês sabem do aniversário de Dream, que vai ser amanhã, né? – perguntou ela.
- Pra falar a verdade... não. Mas pode nos dar logo a passagem? – respondeu Alexandra.
- Acontece que todos os horários de Dragão hoje estão lotados, mas vocês podem pegar a baleia-toupeira, são só mais duas horas de viagem. – respondeu.
- O que é uma baleia-toupeira? – perguntou Zack.
- É uma baleia mecânica, gigante, que serve como metrô.
- Então para o próximo horário, por favor. – disse Zack.
- Vai ser daqui a 3 horas. Pegue.
- E o que a gente pode fazer durante esse tempo? - Zack perguntou pegando as passagens.
- Que tal um piquenique em Guí? – respondeu a balconista.
- Então, tá.
- Onde fica Guí? – perguntou Alexandra.
- Saia do aeroporto de dragões e vire à esquerda duas vezes e uma para a direita.
- Obrigado! – disse Zack.

Saíram do aeroporto de dragões:

- Ela disse para virar duas vezes à direita e uma para a esquerda ou duas para a esquerda e uma para a direita? - perguntou Alexandra.
- Acho que era duas para a direita e uma para a esquerda.

E assim pegaram o caminho errado, parando em um beco escuro

- Acho que eram duas para a esquerda e uma para a direita. – disse Alexandra.
- Enquanto você acha, eu tenho certeza! – exclamou Zack.

Eles se viraram, e estranhamente cresceu uma parede na abertura para a rua.

- E agora, Zack? – perguntou Alexandra.

Zack tirou sua espada e avançou contra a parede, cortando-a ao meio.

- Que espada afiada! – exclamou Alexandra.
- Ela é encantada. Pode cortar qualquer coisa, menos fantasmas e espíritos. Se eu não tivesse a magia do meu lado, não estaria falando com você agora.

Eles seguiram até o aeroporto de dragões e foram pelo caminho certo.

- Como foi que você teve a idéia de me criar? – perguntou Zack, curioso.

Alexandra olhou para as flores que dançavam ao vento.

- Eu estava vendo Robin Wood! - respondeu ela - Foi dele que vieram suas roupas. E desde aí você criou personalidade própria.
-
Ela sorriu e olhou para o céu azul sem nenhuma nuvem.

- Mas o meu nome vem de onde? – perguntou Zack.
- Eu sempre gostei de Zack, por causa da pronúncia. Você deve falar loe perfeitamente, né? – Alexandra olhou para ele.
- Sei. – respondeu Zack.
- Então você consegue traduzir o que a Treva disse pra min antes de você entrar?
- O que ela falou? – perguntou Zack.
- Algo do tipo DOLEI, olei WORLD a FORGI SEG EIM ICO NO FORGI MUNDO DOS SONHOS SEG! – disse Alexandra.
- Ele disse, bem, você é do Mundo Real e todos têm poderes que os do Mundo dos Sonhos não têm! – traduziu Zack.
- Sério? – perguntou Alexandra.
- Sério. Quando você está no Mundo Real, tudo o que você escreve vira realidade aqui. Mas só funciona se você estiver no Mundo Real. – explicou Zack.
- Legal. – exclamou Alexandra sorrindo.
- Mas muitos demônios se aproveitam disso e seqüestram pessoas inocentes só para tornarem realidade seus desejos egoístas. – explicou Zack.
-
Alexandra desmanchou o sorriso: - Essa parte não é legal. – disse.
Zack olhou para o céu:

- Tem relógio? – perguntou.
- Não. – respondeu Alexandra.
- É melhor voltarmos. – disse Zack.
-
E os dois voltaram para o aeroporto de dragões, desceram as escadas e pegaram a baleia-toupeira. Alexandra conversou com Zack para espantar o silêncio.

- Você já esteve em Dream?- perguntou.
- É a primeira vez que piso neste continente. - disse Zack.

A baleia-toupeira parou de repente. Com isso, Zack e Alexandra bateram com a cabeça nos bancos à frente deles.

- Por que parou?- se perguntou Zack.

As luzes se apagaram. Zack tentou segurar a mão de Alexandra, mas ela não estava mais ao seu lado. Ele olhou para os lados, mas nada viu.

Entre as vozes dos outros passageiros, reclamando da falta de luz, ele ouviu Alexandra gritando. Foi atrás do grito e tropeçou ao sair em um dos dentes da baleia-toupeira. Ele olhou para todos os lados, a baleia-toupeira estava na estação, mas não entendeu por que ninguém mais saiu.

Fechou os olhos e ouviu outro grito de Alexandra. Olhou na direção de onde vinha o grito: a Treva estava seqüestrando Alexandra de novo.

- Me solta!

Alexandra tentava chutar o “rosto” da Treva, mas de nada adiantava, ela não era de carne e osso, ela era um demônio.

- Socorro! - gritava, mas ninguém enfrentava a Treva. - Cadê o Zack?- perguntava-se desesperada.

Saíram da estação. Alexandra tinha reparado que todos de Reason e Guyer tinham orelhas meio pontudas, que nem a dos Elfos, mas ninguém da cidade de Dream tinha orelhas pontudas. Fechou os olhos de medo, seu coração disparava. Só abriu os olhos de novo quando sentiu suas mãos sendo presas novamente num calabouço.

Mas ela não era única lá, tinha mais garotas.

Uma de boné e de cabeça abaixada que não dava para ver seu rosto, de bermuda rasgada, blusa vermelha por cima de uma amarela.

Outra de cabelos castanhos e de cabeça também abaixada, de calça comprida que parecia ser dois números maiores do que o dela.

Outra de cabelos ondulados e loiros, usando um lindo vestido azul. E a do seu lado tinha cabelo preto curto e franjinha, bermuda dobrada no final e blusa verde de alça.

Ela olhou para Alexandra:

- Quem é você?- disse a de franjinha.
- Eu sou a Alexandra, e vocês?
- Eu sou a Paula, princesinha de Dream. - respondeu a de franjinha.
- Eu sou a Sabrina, princesinha de Reason. – acrescentou a de cabelos castanhos.
- Eu sou a Gabriela, princesinha de Sannyday. – disse a de cabelos loiros.

Paula olhou para a garota de boné:

- Sabrina, vê se a Laura não dormiu ali pendurada.

Sabrina cutucou a garota de boné e respondeu mexendo a cabeça, fazendo sinal de sim.

- Quem consegue dormir nesse desconforto? – perguntou Alexandra.
- A Laura. Se ela quer alguma coisa, ela consegue! É uma coisa impressionante!- disse Sabrina - No começo, ela não queria ser uma princesinha, mas acabou que viramos um novo tipo de princesas. Graças a ela.- disse Gabriela.
- Onde estamos? – perguntou Laura acordando.
- Você não se lembra? - perguntou Paula.
- Depois daquelas horas ouvindo o povão reclamar, eu não me lembro de mais nada.- disse Laura.
- Aquilo foi realmente muito chato! – afirmou Sabrina.
- Depois de ouvir a reclamação do povo, Laura dormiu, por isso ela não se lembra de nada. – disse Gabriela.
- Eu tive um sonho péssimo... Eu estava na escola e não sabia nada da prova! – disse Laura.
- Hoje ia ter prova?- perguntou Paula.
- Era teste surpresa. E foi surpresa mesmo, porque eu não sabia nada! – disse Laura com voz de assustada.
- Mas você não ter estudado, isso não é lá grande novidade. – disse Sabrina.

Sabrina, Paula e Gabriela riram.

- Há... Há... Há... Muito engraçado. – disse Laura com sarcasmo - Mas, e aí, quem é você?- perguntou a Alexandra.
- Eu sou a Alexandra.
- Eu acho que já te vi na escola. Você não é aquela garota que escreve aqueles poemas lindos, sobre aquele cavaleiro que sempre derrota a Treva?- perguntou Laura.
- Sim, você acha os meus poemas lindos?
- Tenho certeza. Ah, é! Eu sou a Laura, princesinha de Tuí! – respondeu Laura.
- Zack disse que eu tenho que chegar até Tuí para voltar para casa.- disse Alexandra.
- Quem é Zack?- perguntou Sabrina.
- É como eu chamo aquele herói dos meus poemas.- respondeu Alexandra.

A Treva se virou para elas, zangada:

- ACABAR TALK ICO TUERYN mi! (“Parem de conversar!”) – disse, mostrando seus olhos vermelhos.
- O que ela disse?- perguntou Alexandra.
- NEVER! (“Nunca”) - disse Paula para a Treva.
- Aê, Paula! Já tá falando LOE perfeitamente!- disse Laura, comemorando.
- QUQUE! (“Congelar”) – disse a Treva apontando o que parecia ser seu dedo para elas.

As cinco congelaram. A única parte do corpo que Alexandra conseguia mexer era seus olhos. Ela olhava para a porta desejando que Zack aparecesse, como na última vez. Então, aconteceu. Zack chutou a porta, que deslizou pelos degraus. Atrás de Zack apareceu mais um cavaleiro, que estava vestido quase igual a ele.

Eles desceram as escadas rapidamente e falaram ao mesmo tempo:

- EMBER! (“Fogo”).

As meninas descongelaram e as correntes se quebraram. Eles correram para Laura e Alexandra.

- Demorei?- disse o outro cavaleiro segurando a mão de Laura.
- Demorou. – disse Laura fazendo uma piada.

Zack abraçou Alexandra.

- E eu?- perguntou Zack.
- Nem tanto.

Alexandra soltou Zack, o outro cavaleiro se virou para a Treva e rosnou como um cachorro. Zack segurou a Treva pelos braços:

- Como você ousa seqüestrar Alexandra pela segunda vez?!- disse Zack.

O outro cavaleiro, que se apresentou a Alexandra, se chamava Filipe e se pôs na frente dela.

- URLEIMEIDEIOLEI LIQUE DIQUIE KAPPA! – disse Filipe.

A sombra encolheu rapidamente e desapareceu num puff. Laura se aproximou do lugar onde estava a Treva antes desta desaparecer.

- Para onde você a mandou?- perguntou Laura.
- Para onde ela merecia ir.- disse Filipe.
- Não temos muito tempo! – exclamou Zack.

Subiram as escadas correndo. Alexandra abriu a porta e perguntou:

- Zack, já estamos em Dream?
- Eu conheço Dream como a palma da minha mão, e não estamos em Dream.- disse Paula.
- Estamos em Shisher.- afirmou Laura.
- Shisher?- perguntou Alexandra, mas não obteve respostas.

Passaram por onde estava a porta, antes de Zack e Filipe a quebrarem. Enquanto Laura, Paula, Sabrina Filipe e Gabriela subiam em outro Dragão, muito maior do que o dragão do aeroporto de dragões do lado de fora, Zack tentava convencer que Raicog, o tal Dragão, era bonzinho.

- Vem, Alexandra, o Raicog é bonzinho.- disse, dando a mão para Alexandra subir.
- Quem me garante?
- Eu.- disse Zack com os olhos brilhando.
- E nós.- afirmou Paula com um sorriso amigável.
- O único problema é que, quando ele voa, fica balançando. – disse Sabrina fazendo caretas ao lembrar de cenas em que estava voando em Raicog e... Vomitou.
- Eu já perdi as contas de quantas vezes voei nele. – disse Laura.
- E eu conto nos dedos as vezes em que me machuquei com ele, mas foi tudo quando eu estava montando ou descendo – disse Filipe.

Alexandra passou a confiar mais em seus amigos e nos dragões depois dessas palavras, subiu no Raicog e voaram quase tranqüilamente. Ela se lembrou que, em Reason e em Guyer, todos que pareciam ser moradores locais tinham orelha meio pontuda, e em Shisher, não.

- Por que em Reason e em Guyer - perguntou Alexandra – os moradores locais têm orelhas pontudas e em Shiser, não?

Laura se virou para ela:

– Isso começou há vários anos. Os elfos foram expulsos do continente dos humanos por serem diferentes, mas levaram uma pequena população humana com eles. Os humanos tiveram filhos, mas os pais morreram de uma doença misteriosa, que só afetava os humanos. Seus filhos sobreviveram e foram criados por família de elfos. Cresceram. Quando descobriram que não eram elfos, se juntaram e formaram Shisher, que em Loe significa “mentira”. – explicou Laura.

Tonta com as ondulações de Raicog, Alexandra disse:

- Quanto tempo vai levar?

Todos olharam para ela.

- Pouco, o Raicog é o mais rápido dos Dragões.- afirmou Laura.
- Ele chega até a velocidade da luz.- disse Filipe.
- Até já chegamos.- disse Laura.

Raicog pousou fazendo círculos e deixando todos tontos. Laura, Alexandra, Zack e Filipe desceram.

- Laura... eu, Gabriela e a Paula vamos para as nossas cidades.- disse Sabrina se despedindo com um aceno de mão.
- É mesmo! – disse Paula - Com o aniversário de Dream sendo amanhã, tenho muito que fazer! Tchau!- Paula acenou.
- Tchau! – disse Gabriela acenando que nem Paula e Sabrina.

Raicog levantou voou até o céu. Zack, Laura, Filipe e Alexandra ficaram olhando até não poder mais vê-las.

Depois, olhando em volta, Alexandra correu para ver a água cristalina.

- Nossa, é tão lindo! - disse Alexandra - É tão transparente que dá pra me ver! Parece ser de cristal.

Laura chegou por trás de Alexandra, devagar.

- É por isso que chamam de Lago de Cristal.- disse Laura, assustando Alexandra.
- Que lindo!- exclamou Alexandra.
- É mesmo. - afirmou Laura.
- Sabe, Laura? Esses últimos dias pareceram um pesadelo, mas agora, em Tuí, parece um sonho! – exclamou Laura.

Elas se olharam.

- Mas você quer voltar para casa?- perguntou Laura.
- É complicado! Tem um lado meu que quer ficar e o outro quer voltar pra casa.- disse Alexandra.

Laura olhou para seus tênis:

- Também acho - disse Laura - Mas sempre tem um motivo que me faz ir e voltar.

Alexandra esfregou seu rosto, estava chorando com as lembranças que passavam como um slide à sua frente.

- Como assim?- perguntou Alexandra.

Laura caminhou em volta do Lago de Cristal e Alexandra foi atrás.

- Como princesinha de Tuí - disse Laura - tenho muitas responsabilidades aqui e tenho que visitar Tuí diariamente.

Laura olhava para frente, como que se lembrasse de algum momento bom, e soltou uma leve risada.

- Mas, e a escola?- perguntou Alexandra.
- Quando a gente vem para cá é como sonhar acordado. - disse Laura - A nossa mente pode voar, mas nosso corpo fica para aturar as chatices do dia-a-dia.

Laura sentou em uma pedra e Alexandra sentou junto.

- Mas, então... como eu sinto o vento no meu rosto, a água do Lago de Cristal e a grama? – perguntou Alexandra.

Naquele instante soprou um forte ventou, Laura segurou o boné, para ele não voar.

- É como se você estivesse mesmo aqui. - disse Laura - A sua parte que ficou na Terra é como se fosse um clone: ele fica e você vai. Com o tempo, ele se acostuma a ser você. É por isso que eu tenho sempre que voltar.

Laura mexeu na água cristalina do Lago de Cristal, fazendo pequenas ondinhas nela.

- Então, agora tem um “clone” meu lá na escola?! – perguntou Alexandra espantada.
- É. Você tem que voltar ainda hoje. - afirmou Laura.
- Mas já há um mês que eu tô neste mundo!- disse Alexandra.
- O tempo passa mais rápido aqui. - disse Laura.

Com um sorriso, Laura ficou olhando a linda paisagem à sua frente, o Lago de Cristal e as montanhas de Tuí atrás. Depois, voltou a falar:

- Todo o tempo em que você ficou aqui só passou um dia lá. Mas eu ficaria todo o tempo da minha vida só olhando Tuí! – Laura soltou um riso.
- É melhor eu voltar agora! - afirmou Alexandra.
- Eu sei como voltar! – disse Laura - Mas antes você tem uma escolha a fazer...

Laura tirou seu sorriso da cara e mostrou que estava falando sério.

- Qual? – perguntou Alexandra.
- O Zack vem ou fica? – perguntou Laura.

Alexandra olhou para seu reflexo na água:
- Eu não vou escolher, ele é que vai! - afirmou Alexandra, explicando toda a história para Zack.
- QUÊ?! – disse Zack com espanto.
- É... – disse Alexandra - Você vem comigo ou fica?

Ele se virou e respondeu:

- Eu acho que não me adaptaria no seu mundo. Sempre vivi neste, e agora vou para um mundo qualquer.

Alexandra se aproximou segurando a mão de Zack, tristemente.

- Seja qual for sua escolha, eu vou te apoiar!

Por um tempo eles se olharam nos olhos, em silêncio. Zack aproximou seu rosto para bem perto do de Alexandra.

- Eu fico - sussurrou em seu ouvido - mas me dê uma despedida.

Alexandra suspirou e beijou Zack.

- Que lindo!- disse Laura – Né, Filipe?

Filipe olhou nos olhos dela:

- Sim. – confirmou.
- Eu me lembro – lembrou Laura – quando a gente começou um caminho sem volta.

Alexandra se afastou de Zack com uma cara de tristeza.

- Eu estou pronta! – disse, virando-se para Laura.
- Certo! – afirmou Laura.

Elas caminharam em direção oposta ao Lago de Cristal, deixando Zack e Filipe para trás.

- Você não vai com elas? – disse Zack.

Filipe balançou a cabeça dizendo não.

- A Laura tem uma qualidade muito especial. - disse Filipe - Ela gosta de fazer o que é mais divertido, mesmo sendo o mais difícil ou errado de se fazer.

Filipe virou-se para o Lago de Cristal.

- E desde quando isso é uma qualidade? – perguntou Zack.
- Ela é uma caçadora de aventuras. – afirmou Filipe.

Alexandra e Laura caminharam até uma árvore gigante de mais ou menos mil anos, com um grande furo no meio como se fosse um túnel.

- Por que ela tem esse túnel no meio? – perguntou Alexandra.
- Ninguém sabe ao certo – disse Laura esfregando sua mão no grosso tronco da Árvore da Escapatória. – Mas ela tem mais de mil anos. A princesa Katrina plantou uma semente assim que nasceu, ela cresceu junto com esta árvore. Um pouco antes de ter suas filhas, ela fez um feitiço e este buraco apareceu bem no meio. Ela o usava como portal para outro mundo. Séculos depois descobriram que o outro mundo era o Mundo Real. E agora só as descendentes da realeza usam esta saída.

Laura se afastou e ficou ao lado de Alexandra em frente ao túnel.

- Uma delas é você? – perguntou Alexandra.
- Sim, a Sabrina e a Paula são as outras. – respondeu Laura – Mas eu sou muito parecida com a princesa Katrina. Naquela época, só podia ter um filho por marido, ela se casou duas vezes, mas teve três filhas. Alguns dizem que ela se clonou, mas foi uma magia que se perdeu com o tempo.

Elas entraram no túnel, estava muito escuro.

- Como saberemos que chegamos ao final? – perguntou Alexandra.
- Você não chega ao final. – respondeu Laura – O final é que chega até você!

Alexandra estranhou a resposta de Laura, mas, antes de perguntar, foi cegada por uma luz que apareceu de repente à sua frente. Acordou de volta em seu quarto, tudo parecia normal. Olhou a folha de papel em que tinha escrito seu poema, levantou-a, e viu que tinha outro poema embaixo dele, mas ela não o tinha escrito. Ela leu:

Sharada

Once upon a time there was a girl
Era uma vez uma garota

You really wouldn't call her typical
Você não a chamaria de típica

Had her own definition of cool
Ela tinha sua própria definição de legal

She lived in her own world
Ela vivia em seu próprio mundo

She had her own style her own rules
Ela tinha seu próprio estilo, suas próprias regras

She played along like it was usual
Ela brincava como se fosse normal

Nobody really even knew her name
Ninguém sabia seu nome

Her life was one big game
Pra ela a vida era um grande jogo

She got her head in the clouds
Ela tem a cabeça nas nuvens

Sharada, Sharada

Don't know when she'll come down
Não se sabe se ela vai descer

Sharada, Sharada

She can't get to bed
Ela não consegue ir pra cama

Sharada, Sharada

She's got this song stuck in her head
Porque aquela música não sai da cabeça dela

Dreaming all day
Sonhar o dia todo

That's all she did
É tudo o que ela faz

Ever since she was a little kid
Desde que ela era uma criancinha

All the teacher's thought that she was slow
Os pofessores achavam que ela era lerda

She was just dreaming about her show
Mas ela só estava sonhando com seu próprio show

And when they told her she's delirious
E quando disseram que ela delirava

She didn't care
Ela não ligouShe's just oblivious
Ela é apenas distraída

She likes to make everyone curious
Ela gosta de deixar todo mundo curioso

One day she's gonna be famous
Um dia ela será famosa
Zack

Ela abraçou o papel e o guardou com o maior carinho.

FIM...

Ou será que não?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Cursor

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Heley e Brendom




Heley e Brendom os dois moravam em São Paulo, eles eram grandes amigos inseparáveis. Se um tinha problema eles tinham um problema. Eles faziam tudo juntos, esportes, brincadeiras, assistir tv, conversar e as vezes até dormi. Um dia, no meio da tarde Heley resolveu perguntar:
-Brendom! Porque você não dorme aqui? -Boa idéia Heley! Vamos pedir agora para a sua mãe! -Brendom. Acho que nunca vi a sua mãe?
-É eu esperava que você perguntasse... Eu não tenho mãe! Heley ficou arrasada, enquanto o Brendom terminava sua reposta com um tom mais alegre: - Mas eu tenho uma madrasta maravilhosa. Ou melhor, quase, o meu pai vai se casar com ela semana que vem! Enquanto Brendom terminava de responder a mãe de Heley a Samhantta subia as escadarias com um lanche e perguntou:
- Quem vai se casar semana que vem? -Meu pai Sergio e minha futura madrasta Sueli. – Respondeu Brendom animado.- A sei a Sueli! Eu já a encontrei no mercado! – Disse Samhantta.
- Mãe! O Brendom pode dormi aqui?!- Perguntou Heley.- Mas é claro filha! A lembrei. Brendom a sua avó esta te chamando, mas eu vou avisar a ela. Heley e Brendom pularam em círculos gritando:- Oba! Vamos nos divertir muito!Vamos nos divertir muito! Depois de comemorar muito caíram em uma pilha de bichos de pelúcia perto da cama de Heley e ficaram conversando até apagar de vez.5 dias depois...

Brendom convidou Heley para dormir em sua casa. Enquanto faziam a guerra de travesseiros a futura madrasta de Brendom, a Sueli subia as escadas pra anuncia uma coisa sobre o casamento que estava vindo: - Oi Brendom. Quem é a sua amiguinha? - Essa e a Heley. Heley essa e a minha futura madrasta Sueli. Heley se levantou e apertou a mão de Sueli:- E um prazer conhecê-la. - O prazer e todo meu.Eu estou procurando uma garotinha para serem a dama de honra. Você quer ser? – Disse Sueli animada.- Eu adoraria. Sueli: -Há que bom! Ótimo nos vemos mais tarde. Tudo deu certo, dois dias depois, na hora do casamento Heley era uma dama de honra muito linda! O casamento ocorreu muito bem. Depois do casamento Heley queria um dizer ao casal um feliz noivado. Mas quando Heley chegou na rua para ver o feliz casal e dizer, ela viu o carro seguido por caminhões de mudanças. Mas Heley pensou: -Mas... Como... Mas... Que! E se pois a chorar, pensando que a vida tão boa que teve com Brendom não se repeteria, pensando que nunca mais veria seu amigo, e pensando o porque que Brendom não tinha contado que iria se mudar depois do casamento. Enquanto isso Brendom pensava alto: -Será que eu devia ter contado a Heley?
-Não fique triste. Eu aposto que você vai fazer muitos amigos novos lá. – Disse Sueli tentando animar mais o Brendom.
-E mais ninguém igual á Heley. – Disse Brendom cada vez mais triste.
-Nunca se sabe.- Disse Sueli.

E passaram a viajem toda em um puro silencio, quebra com uma musica calma de piano.

Enquanto isso na casa de Heley ela pensava alto:

-Porque ele não me contou?

E se pois a chorar pensando no mesmo motivo que no casamento.

5 anos depois:

Heley escrevia no seu diário pra passar o tempo:

Querido diário, hoje faz cinco anos que não vejo o meu amigo Brendom e vou me mudar pra o Rio de Janeiro. Eu só rezo para que ele tenha viajado pra lá. Eu tenho que ir!

Xau, J.

Ao chegar em sua nova casa, Heley sua Mãe e seu Pai foram guardar as coisas. No final da tarde Heley subiu para o terraço e olhou em volta da vizinhança, reparou na casa ao lado. No dia seguinte Samhantta foi compra pão e na padaria teve uma surpresa:

Era a Sueli!

- É Sueli a mãe de Brendom! Isto quer dizer que Brendom esta aqui!Nesta cidade!- pensou Samhantta!

E as duas voltaram para casa conversando. Ao chegar em casa, Samhantta queria contar a Heley, mais ela já tinha ido pra a escola.

Lá na escola... Heley fez uma nova amiga, a Laura. No final da aula Laura foi para a nova casa de Heley conversar um pouco:

- Você sabe quem e o seu novo vizinho? – Perguntou Laura.
- Nada.
- Bora ir lá falar com ele?
- Tudo bem!

E Heley e Laura foram em direção da casa do seu novo vizinho.

Ding!Dong!

Um menininho atendeu e ele perguntou:

-Oi! Quem são vocês?
- Oi! Eu sou a Heley e essa e a minha amiga Laura.
- Oi! – Disse Laura
- Eu acabo de chegar e sou a sua nova vizinha e queríamos de conhecê-los. – Disse Heley.
-Fiquem aqui que eu vou perguntar pro meu irmão mais velho. – Respondeu o garotinho.

E ele subiu as escadas e de lá deu pra ouvir:

- Mano! Tem duas meninas aqui que querem te conhecer!Elas são novas vizinhas!

E de lá ele veio correndo descendo as escadarias:
- Pode entrar o meu irmão ta no banho e vai demorar só um pouco. – Respondeu ele.

E as guiou ate a sala.

- Eu me chamo Thales. Eu apresentaria a minha mãe mais ela trabalha muito e na maioria das vezes, eu fico sonsinho com o meu irmão mais velho o Brendom. – Disse o garotinho.
- E o seu pai? – Perguntou Heley
- Eu não tenho mais pai. Ele morreu no dia que eu nasci. O meu irmão ficou chocado, a vida dele já tava indo de mau a pior, ele tinha se mudado á exatamente 10 meses, e a minha mãe, não é a mãe dele. O meu pai se casou de novo quando ele era novo, a verdadeira mãe dele tinha morrido no pardo.

- Me desculpe! Eu não queria te lembrar disso! – Disse Heley colocando sua mão no obro dele.
- Tudo bem. Eu entendo! - Respondeu Thales, mas alegre.

E enquanto isso Brendom descia as escadas.

- Oi! Eu sou o Brendom.
- Eu sou a Laura e essa é a Heley. – Disse Heley.

Laura e Thales olharam pra ela com um olhar estranho.

- O que ela quis dizer foi; que eu sou a Laura e essa é a Heley. – Corrigiu Laura.
- E isso ai! Eu sou a Heley e essa é a Laura. - Disse Heley sem jeito

Heley percebeu que Brendom era da mesma sala.

- A gente não é da mesma sala? – Perguntou Heley para Brendom.
- Era o que eu estava pensando. – Respondeu Brendom.
- Tudo bem, a gente se vê na escola Brendom. – Disse Laura puxando sua amiga para fora de casa.

No dia seguinte, Heley se sentou ao lado de Brendom. Conversaram e trocaram segredos por bilhetes. No outro dia era sábado e Brendom e Thales foram pra casa de Heley. Chegando lá:

- Bem vindos, essa e aminha casa. – Apresentou Heley.
- A onde é o banheiro?! – Perguntou Thales.
- Eu falei pra ter ido em casa!Mais não! – Disse Brendom.
- E por ali.

Disse Heley apontando para o banheiro. E Thales saiu correndo em direção.

- Sabe Brendom você tem o mesmo nome que um amigo meu. – Lembrou Heley.
- Por mais estranho que seja você também tem o mesmo nome que uma amiga minha. Eu não a vejo há cinco anos. – Lembrou Brendom.
- Que coincidência eu também não vejo o meu amigo a cinco anos.

E os dois olharam um para o outro estranhando e disseram ao mesmo tempo:

-E você!
-Você é o Brendom! – Disse Heley.
-E você é a Heley! – Disse Brendom.

E Thales saia do banheiro e disse:

-Isso e meio óbvio!

- Não você não entende. Antes de você nascer eu me mudei. E tinha uma amiga lá na minha cidade natal, e estou olhando pra ela! – Explicou Brendom para Thales.
- Eu sabia que você iria estaria aqui! Eu sentia isso! Mais por que você não me contou?! – Disse ela.
- Eu não queria te magoar. – Respondeu Brendom.
- Mais eu não iria me magoar. Foi pior! Eu achei que você não queria mais saber de min! Fiquei cinco anos sem saber o por que! – Disse Heley.
- Heley me desculpe. – Pediu Brendom com uma forte dor no peito, e com um tom de voz muito fraco.

Mais mesmo assim Heley ouviu e respondeu sem esperar:

- Eu te desculpo! Na verdade eu teria feito o mesmo!

Eles se abrasaram. Alguns não sabem como eles voltaram, alguns dizem que foi só coincidência, outros dizem que foi o destino, mais a verdade foi a Ferby, uma fadinha que cuida do destino do amor.